Mike 2 Streaming

@ Por falar em streaming, tenho ouvido várias reclamações pela ninharia que é paga pelas redes. Vamos a um exemplo: o grande baterista, Mike Portnoy (Sons of Apollo, The Winery Dogs, Flying Colors, ex-Dream Theater) desabafou sobre os pagamentos feitos pelo Spotify em uma publicação nas redes sociais. O músico destacou que seu rendimento anual com a plataforma de streaming mal pagam um jantar de sua família.
A postagem de Portnoy ironizou a recente retrospectiva que o Spotify gerou para artistas e bandas. Nas imagens, os músicos têm divulgado quantos ouvintes e streams tiveram ao longo de 2020.


“Se o Spotify vai enviar essas estatísticas estúpidas de fim de ano para que todas as bandas fiquem se gabando, talvez eles deveriam incluir a quantidade de dinheiro que eles (não) estão pagando aos artistas por essa quantidade de streams”, afirmou ele, inicialmente.


O post veio acompanhado de uma arte com os dizeres: “obrigado por um ano incrível, otários”. A foto aponta que o Spotify teve receita de US$ 1,37 bilhão em 2018, mas paga em média apenas US$ 0,0037 por stream aos artistas. Na conta apresentada na publicação, é necessário chegar a 1.117.021 reproduções de música na plataforma para obter a remuneração de um salário mínimo no padrão americano.


Entre apoiadores, ele teve o cantor do Sepultura, Brad Wilk, baterista do Rage Against the Machine, além de Jeff Scott Soto, vocalista e colega de Mike no Sons of Apollo. Wilk chegou a dizer: “Isso é de 2018, agora o Spotify paga, mas o dinheiro fica com as gravadoras, então ainda é uma m*rda”. No Brasil, as reclamações também são grandes … será que um dia isso vai mudar?