Para as mães que estão sustentando o mundo durante a pandemia: nosso carinho e sororidade

No domingo, dia 9 de maio, celebra-se em todo o Brasil o Dia das Mães. A data especial pode servir para uma reflexão sobre o papel das mulheres durante esta pandemia, que perdura  há mais de um ano.

Luana e Charlote Editorial

Mães que seguem na batalha diária e mais do que nunca tem os seus limites testados. Seja com o trabalho remoto, tentando cumprir as atividades e carga horária do exercício de sua profissão, e se revezando como podem no acompanhamento da teleaula dos filhos, ou a troca das fraldas do bebê.

 Ou aquela mãe que trabalha em serviço essencial, e precisa sair de casa todos os dias, com medo de ser contaminada e trazer a doença para dentro de casa, mas que sabe que precisa cumprir a sua missão do lado de fora – seja para honrar a sua vocação e ajudar a salvar vidas, ou simplesmente para pagar seus boletos ou preencher a dispensa de casa.

Mães que estão gerando vidas, e que tentam se proteger a todo custo, para assegurar a saúde e a vida de quem ainda está no seu ventre.

Essas mesmas mulheres também estão de luto, sofrendo perdas de parentes, amigos e companheiros neste tempo de despedidas. E que em meio às lágrimas enxugadas, levantam a cabeça e matam mais um leão por dia porque simplesmente não há outra alternativa.

A todas essas mães,  o nosso carinho e sororidade, e um recado: vocês não estão sozinhas. Vocês fazem parte de uma enorme rede invisível de mulheres que todos os dias sustentam o mundo durante esta pandemia, que um dia há de ter fim.

* Luana Dias, diretora editorial do Jornal Casa da Gente, e mãe de Charlotte, com dois meses e meio de idade.