Leonardo2BSimplicio2B2 Charitas - Cafubá: túnel diminui tempo em condução e estresse
Inauguração do Túnel
(fotos divulgação)
            A abertura do túnel Charitas-Cafubá, aproximando-se
à primeira quinzena de uso, comprova: o acesso da Região Oceânica a Zona Sul de
Niterói aos vários pontos da cidade de ônibus, automóveis, motocicletas e
bicicletas melhoraram a qualidade de vida dos usuários.
De acordo com o
secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier, estão sendo feitos
alguns ajustes para dar maior fluidez ao trânsito na região de São Francisco e
Charitas.
“As primeiras duas
semanas de acomodação do trânsito são para os motoristas se adaptarem com os
novos percursos. Também vamos fazer ajustes de programação semafórica em alguns
pontos estratégicos deste eixo de ligação do túnel ate o Centro da
cidade”, explica.  
 

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Apesar de ter
resultados positivos no trânsito ao desafogar pontos tradicionalmente críticos
como o Largo da Batalha e a Avenida Presidente Roosevelt, a abertura do túnel Charitas-Cafubá
encurta distâncias mas ainda não resolve o problema do grande fluxo de veículos
em direção ao Centro de Niterói e à Ponte. Neste sentido, a aposta da
Prefeitura de Niterói está em qualificar o transporte coletivo, com ações como
a implantação do BHS, que se dará com a inauguração total da TransOceânica no
primeiro trimestre de 2018.

A nova ligação
entre a Zona Sul e a Região Oceânica era esperada há mais de 70 anos pelos
niteroienses. São duas galerias (uma em cada sentido), cada uma
com aproximadamente 1,3 quilômetros de extensão e três pistas (duas para
carros, uma para ônibus do sistema BHS), além de uma ciclovia.
Charitas - Cafubá: túnel diminui tempo em condução e estresse
Ciclovia garante acessibilidade e 
mobilidade
As galerias
homenageiam duas personalidades de Niterói. O jornalista e escritor Luís
Antônio Pimentel da nome à passagem Cafubá-Charitas, e o ex-prefeito João
Sampaio batiza o trajeto Charitas-Cafubá. 
Diferentemente do
que estava previsto em projetos de gestões anteriores, sem cobrança de pedágio.
A obra, que se
destaca por sua importância para a mobilidade urbana de Niterói, possibilitando
maior fluidez no trânsito e melhor qualidade de vida para os moradores, é referência
em sustentabilidade e segurança para os usuários.
“O túnel é
muito mais que uma obra viária, é um conceito de sustentabilidade, que terá
moderno sistema de transporte público, além das ciclovias, encurtando
distâncias e trazendo mais qualidade de vida para as pessoas”, diz Rodrigo
Neves.
O túnel conta
com um moderno Centro de Controle Operacional (CCO), que utiliza um sistema
inteligente de monitoramento com equipamentos que vão informar, em tempo real,
tudo que acontece nas galerias, permitindo o rápido acionamento de órgãos de
socorro e segurança em caso de necessidade. São 40 câmeras, seis painéis de
mensagens, 80 interfones de emergência e 200 sinalizadores de evacuação de
área.
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Sergio Barbosa, servidor
publico aposentado
Para a iluminação,
são usadas 1.100 lâmpadas de LED. O túnel tem também sistema de
exaustão com 16 ventiladores e moderno sistema de sonorização para
emergências com 252 megafones, sendo 120 em cada galeria e mais quatro em
cada porta de saída de emergência, com seis conjuntos de amplificadores.
“O que estamos
fazendo é promover a infraestrutura com responsabilidade para termos um
desenvolvimento equilibrado. Esta obra vai integrar geograficamente a cidade e,
principalmente, trazer para os moradores da Região Oceânica, um sentimento de
pertencimento a cidade, dentro de uma visão holística e integrada. Espero que
os niteroienses possam usufruir da melhor maneira possível”, diz o prefeito.
  “Passei a vir trabalhar de
bicicleta, chego em 15 minutos; sendo 5 minutos no túnel. Foi ótimo”,
frisa o pedreiro Marlow Souza Soares, que reside no Cafubá e trabalha em Icaraí.
Para o
agente de Seguros Jeferson Ferreira, que trabalha no centro do Rio de Janeiro,
também tem sido bom, reclamando apenas do elevado preço do Catamarã, para as
viagens de ida e volta na Baía de Guanabara.
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Sérgio Pinheiro, comerciante
Já para o
comerciante Sérgio Pinheiro, que mora em Icaraí mas tem uma casa em Itaipu,
“com menos de cinco minutos, após a inauguração do túnel, consigo chegar à
minha casa da Região Oceânica, onde descanso nos fins de semana”.
“Ganhei
tempo e tranqüilidade, quando antes enfrentava quase duas horas”, conta o
Comodoro do Jurujuba Iate Clube, Sérgio Daltro.
Para o servidor público aposentado
Sérgio Barbosa “o túnel atenuou um pouco os engarrafamentos, mas só vai
ficar melhor com a conclusão de muitas obras viárias, principalmente
ciclovias”.
História
O primeiro esboço
do túnel de que se tem registro é um rascunho de 1943, divulgado pela
Universidade Federal Fluminense (UFF). Há 70 anos surgiram as primeiras versões
de projeto para a realização da obra. No entanto, nenhuma delas foi à frente.
A primeira
detonação do túnel Charitas-Cafubá foi feita em julho de 2015 e a
perfuração consumiu 600 mil quilos de explosivos. O material removido durante
as detonações foi aproveitado na obra da TransOceânica. Durante a obra não foi
registrada nenhuma ocorrência grave ou acidente com vítimas.
A obra do túnel foi
concluída em um ano e seis meses. O túnel Icaraí-São Francisco, por
exemplo, demorou cinco anos para ser entregue, sendo cinco vezes menor que o
novo túnel. No Rio, o túnel Santa Bárbara, com a mesma
medida do Charitas-Cafubá, demorou mais de 10 anos para ficar pronto.
Sustentabilidade
Ações relacionadas
à sustentabilidade se destacam no projeto do túnel Charitas-Cafubá.
Desde a obra, as questões ambientais tiveram atenção especial. Três mil
toneladas de rochas foram retiradas na perfuração dotúnel e foram
reutilizadas.
Para a iluminação
do túnel, foram escolhidas lâmpadas de LED, que alcançam melhor
performance com menor gasto de energia. Também haverá sistema de monitoramento
da qualidade do ar no interior das galerias através de sensores de monóxido de
carbono (CO), opacidade e de óxidos de nitrogênio (NOx).  
Ciclovias
Com um dos projetos
mais modernos do Estado, o túnel conta com ciclovias nas duas
galerias, proporcionando ainda mais espaço na cidade para a bicicleta como meio
de transporte. No último ano, o número de ciclistas em Niterói aumentou 67%.
Com a construção da TransOceânica, serão mais 16 quilômetros de malha
cicloviária, incluindo pistas exclusivas, inclusive dentro do túnel, e
compartilhadas para os ciclistas.      
TransOceânica 
O túnel Charitas-Cafubá
e seus acessos fazem parte da TransOceânica, corredor viário que será entregue
no primeiro trimestre de 2018, mudando definitivamente o paradigma da
mobilidade urbana de cidade. Com o túnel, o trajeto de Itaipu até
Charitas, que era feito em uma hora, passará a ser percorrido em 20 minutos.
A TransOceânica
começa em Charitas, na Avenida Prefeito Silvio Picanço, em frente à
maternidade Municipal Alzira Reis, e termina no Engenho do Mato, na
Estrada Francisco da Cruz Nunes, em frente ao quartel do Corpo de
Bombeiros.  O corredor viário tem extensão de 9,3 quilômetros e 13
estações de ônibus BHS (Bus of High Level of Service), que irão beneficiar 80
mil usuários diariamente.
O investimento
total da obra é de R$ 310 milhões, com recursos do governo federal e da
Prefeitura de Niterói.
 O túnel em números
2 galerias, com aproximadamente 1,3 quilômetros de extensão
600 mil quilos de explosivos foram
consumidos
3 mil toneladas de rochas na
perfuração do túnel
1ano e seis meses para a conclusão da
obra
1.100 lâmpadas de LED
16 ventiladores fazem parte do
sistema de exaustão
40 câmeras
6 painéis de mensagens
80 interfones de emergência
200 sinalizadores de evacuação de
área
60 km/h velocidade permitida
252 megafones, sendo 120 em cada
galeria e mais quatro em cada porta de saída de emergência, com seis conjuntos
de amplificadores.