Luana2BFerreira252C2Bfoto2Bdivulga25C325A725C325A3o2BArkady2BMitnik A Hora do Brasil
Brasileira é diretora da Fundação A Hora do Brasil na Holanda
(foto divulgação/ Arkady Mitnik)
A RP e
produtora Cultural Luana Ferreira levanta a bandeira da cultura brasileira na
Holanda
Após concluir o a faculdade de Comunicação, no curso de
Relações Públicas da UERJ, em 2004,  Luana
Ferreira tinha tudo para trilhar uma carreira promissora e estável no
Brasil.  Conquistou espaço e trabalho em
grandes empresas brasileiras e internacionais, mas a jovem decidiu largar tudo
para seguir uma vocação que falava mais alto: estudar e apoiar a Cultura
Brasileira.
Morando em Amsterdam desde 2005, com uma breve e intensa
passagem pelo Líbano , Luana começou a sua história em terras holandesas como
estudante de Mestrado em Marketing Cultural, com especialização em Artes e
Entretenimento. Logo no terceiro dia de estadia no país, ela decidiu participar
de um encontro de artistas e produtores brasileiros, que buscavam voluntários,
apoios e idéias para criar um Centro Cultural: ali estavam fincadas as raízes
da Fundação “A Hora do Brasil”. Com apoio da Embaixada Brasileira na
Haia, o grupo iniciou a pequenos passos suas atividades, sempre seguido com
carinho por Luana.
Bimhuis2B 2Bcasa2Bde2Bshows2Blend25C325A1ria2Bcom2Blota25C325A725C325A3o2Bm25C325A1xima2Bpara2Bmais2Bum2Bconcerto2Bbrasileiro2B 2Bfoto2Bdivulgacao2BArkady2BMitnik A Hora do Brasil
Bimhuis – casa de shows lendária com lotação máxima para mais
um concerto brasileiro (foto divulgacao Arkady Mitnik)
De lá pra cá, a organização foi crescendo: um dos primeiros
grandes projetos foi o “Brazilian Summer Sessions”, que acabou sendo
ampliado para “Brazilian Music Series”, com shows voltados para a
música brasileira. Pelo palco do projeto, já passaram nomes consagrados como
Teresa Cristina, Moysés Marques e Roberta Sá. Os shows acontecem numa casa que
inspira história: a “Bimhuis”, celeiro de improvisação musical, com
ênfase no Jazz, que tem uma vista incrível de 360 graus da cidade de Amsterdam.
No calendário de shows, a Fundação A Hora do Brasil vai
promover no dia 24 de junho, show com Ceumar e no dia 1 de julho, uma grande
Roda de Samba com Nelson Latif, maestro oficial da roda, Luiza MeiodaVila,
Vanja Santos, entre outros artistas.
Além da vertente de shows e eventos, para promover o
intercâmbio entre artistas brasileiros e holandeses, surgiu também o “Projeto
Tarsila”,  auxiliando em residências
e projetos entre os países. O nome, claro, é uma referência clara a um dos
grandes ícones do Modernismo Brasileiro, a artista Tarsila do Amaral.
“Percebi que tinha ainda poucos brasileiros falando de
sua própria história aqui na Holanda, e até mesmo na Europa.  Decidimos então criar mais um projeto
denominado “Raízes”, com os povos que fundaram o Brasil contemporâneo:
índios, portugueses e africanos. Geralmente, tudo que vem de fora é muito mais ‘legal’
do que é feito de dentro. O Brasil ainda não sabe o que ele tem, por que não
valorizar o produto brasileiro? Olhar brasileiro e estrangeiro ao mesmo tempo,
a ideia é essa!”, conta Luana Ferreira, que atualmente é  Diretora da Fundação.  
Roberta2BSa2Be2BLuana2BFerreira2B2Bem2Bshow2Bna2BBimhuis2BAmsterdam2B 2BCREDITO2Bda2Bfoto2B 2BRon2BBeenen A Hora do Brasil
Roberta Sá e Luana Ferreira em noite de espetáculo
(foto divulgação/ Ron Beenen)
Após passar mais de dez anos na Holanda, Luana conta que a língua
é um desafio até hoje. Mesmo com as jornadas intensas de aula para obter a
proficiência suficiente para seguir no mestrado, logo no início da sua
trajetória no país, ela conta que volta e meia se vê perdida em alguma
expressão muito específica da cultura holandesa. A segunda dificuldade foi o
clima, principalmente no inverno, seguida das diferenças culturais.
“Quando cheguei aqui, notei logo de cara uma diferença
nas relações: por que quando eu sorria, ninguém sorria de volta? Será que tinha
algo de errado comigo? Depois fui descobrir que normalmente para ser melhor
acolhido num grupo, você deve ser apresentado por uma pessoa, como se fosse um ‘endorso’.
O projeto de línguas na Universidade acabou aproximando e trazendo amigos
holandeses, que tenho até hoje. Em contrapartida, sempre adorei comer a comida
holandesa, batata, peixe… é uma vivência e troca constantes, amo muito!”,
conta.
A Fundação Hora do Brasil precisa muito de apoio:
atualmente, a instituição vive de trabalho voluntário, apoios institucionais e
de parte da bilheteria dos eventos abertos ao público. Em novembro, está
programado o lançamento do programa do próximo ano, e será realizada uma Gala
para angariar fundos. A Fundação busca também novas formas de apoio no Brasil.
“Queremos mostrar o Brasil além dos estereótipos. Envolver
intercâmbio e pontes de entendimento para dialogar com o mundo”, finaliza.
Para conhecer mais sobre a fundação, basta acessar o site: www.ahoradobrasil.nl