Show, série, exposição e filme resgatam a memória de um dos maiores ícones do Rádio

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Dalva de Oliveira
(acervo Paulo Henrique de Lima)
Nascida em 5 de maio de 1917, a cantora Dalva de Oliveira completaria cem anos em 2017. Um dos maiores ícones da música brasileira e internacional, ela ficou conhecida como “O Rouxinol Brasileiro” tamanha a beleza de sua voz, e realizou mais de 400 gravações ao longo de sua carreira. “Folha morta”, “Ave Maria do Morro”, “Lencinho Branco”, “As Pastorinhas”, “Bandeira Branca”, “Tudo acabado” são apenas algumas das canções que virariam clássicos através de sua interpretação. Séries, shows, exposição e um documentário estão sendo produzidos para marcar a data e resgatar a memória da trajetória avassaladora artística e de vida desta Rainha do Rádio. 
A cantora, atriz e pesquisadora Mona Vilardo apresenta o show “Mona canta Dalva” no dia 22 de julho, às 19h, no Solar do Jambeiro, e no dia 23 de julho, às 15h, no Shopping Multicenter, em Itaipu. Com uma interpretação pra lá de contundente, a jovem artista – formada em Canto Lírico pela Unirio e que acumula turnês no Brasil, Estados Unidos e Europa, se entregou de corpo e alma ao projeto. 

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Mona canta Dalva: show
no Solar do Jambeiro
“A idéia de cantar Dalva surgiu num papo de cabeleireiro. Devido ao meu registro vocal agudo, o Guto Leça me incentivou a pesquisar sobre ela. Quando comecei a buscar informações, vi que seria agora o centenário de Dalva. Entrei em contato com a família, e uni a isso a supervisão artística de Marcia do Valle, grande atriz e diretora que me ajudou no roteiro do show. A história de vida da Dalva é incrível. Uma mulher à frente que usou a música pra lutar contra decepções em sua vida. Sempre forte e sensível. Me encantei totalmente”, conta Mona.
O Solar do Jambeiro fica na rua Presidente Domiciano, 195, no bairro do Ingá, em Niterói O show começa às 19h, e tem ingressos a R$40,00.

Memória
O centenário de Dalva de Oliveira também motivou a produção de uma série especial de cinco episódios, que faz parte do projeto “Memória Nacional”, da Rádio Nacional, com pesquisa coordenada pela jornalista Neise Marçal. O fio condutor da série é dado por uma rara gravação de uma hora e meia em que a própria Dalva fala sobre sua vida, colhida para uma série produzida no início dos anos 70.
O pesquisador Ricardo Cravo Albin, o produtor musical Hermínio Bello de Carvalho, o músico João Roberto Kelly, o radialista Osmar Frazão são alguns dos entrevistados, que fazem parte deste material. O programa passeia por vários momentos de Dalva de Oliveira, incluindo a vida pessoal conturbada de Dalva, incluindo a polêmica com o primeiro marido Herivelto Martins. Eles protagonizaram uma das maiores polêmicas musicais da era do Rádio, numa disputa que alavancou a venda de discos à base da provocação de ambos. Porém, o material – assim como a vida da própria Dalva – não se limita a este episódio, falando desde a infância até a morte da cantora.
“Foi uma mulher muito à frente do seu tempo. Quanto mais eu ouvia os arquivos, mais eu me ‘sentia’ Dalva. Acho que todas as mulheres quando começam a ouvir Dalva, se sentem como ela. Produzir esta série foi muito emocionante pra mim”, conta Neise.
A série sobre Dalva de Oliveira foi ao ar no final de junho, mas está disponível na internet pelo site radios.ebc.com.br/memoria-nacional/

Cinema, exposição e livroCom lançamento previsto para outubro, o longa-metragem “Dalva 100” está sendo dirigido pelo neto da cantora, o cineasta Bernardo Martins, filho de Pery Ribeiro. O filme conta com depoimentos de artistas como Ney Matogrosso, Maria Bethânia e a atriz Adriana Esteves, que interpretou a cantora na série “Dalva e Herivelto”.
“O pouco que conheci da minha avó eram duas Dalvas: a mãe do meu pai, através das memórias do meu pai, a ‘mamãe’ afetiva dele que era muito forte, eles tinham uma ligação imensa. E a Dalva artista, magnífica, eu tive conhecimento através de seus fãs e da música, estas pessoas que ao me conhecer, ao me tocar, sentiam que estavam mais próximos dela. Tudo pra mim era um pacote de coisas, que eu tentava juntar e decifrar quem era a minha avó que não convivi pessoalmente”, contou Bernardo Martins em entrevista ao programa “Memória Nacional”.
A vida de Dalva de Oliveira também será contada na exposição fotográfica “Dalva de Oliveira – 100 anos do mito”, aberta ao público no sábado, dia 22 de julho, às 18h, no Instituto Cultural Cravo Albin. A exposição conta história a partir de citação de críticos e artistas, em comunhão com imagens. O Instituto fica no Rio, no bairro da Urca, na Avenida São Sebastião, 2, e a entrada é gratuita.
A curadoria da exposição é de Paulo Henrique de Lima, historiador e biógrafo de Dalva de Oliveira. Ele se prepara para lançar um livro com o título provisório “Dalva de Oliveira, a rainha da Voz”, resultado de uma pesquisa de quase dez anos.
“Me tornei fã da Dalva em 2007, e a partir então, eu queria descobrir tudo sobre a vida dela. Nesta busca por fotografias, reportagens, surgiu a idéia de querer mostrar às pessoas a Dalva de Oliveira que vai além das disputas com Herivelto Martins. Mostrar o quanto ela influenciou uma geração, preenchendo a lacuna de conhecimento da carreira dela, inclusive em âmbito internacional, com sua passagem pela Argentina. Uma curiosidade, por exemplo, que está no meu livro é que a Dalva foi inclusive dubladora, sendo a primeira voz da personagem Branca de Neve no Brasil”, conta o historiador.