Imunização visa
atingir cerca de 4,5 milhões de pessoas no estado do RJ
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A 20ª Campanha
Nacional de Vacinação contra a Influenza, programada pelo Ministério da Saúde,
está em andamento nos 92 municípios fluminenses e tem a meta de imunizar cerca
de 4,5 milhões de pessoas no estado do RJ. A vacina disponibilizada pelo
governo federal é a trivalente, que previne a contaminação pelos vírus A/H1N1,
A/H3N2 e Influenza B. A mobilização acontece até 1° de junho nos postos de
saúde de todo o Estado do Rio.




O
público-alvo da campanha é formado por pessoas a partir de 60 anos, crianças de
seis meses e menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias),
trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, gestantes,
puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que
inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e os
funcionários do sistema prisional. Portadores de doenças crônicas não transmissíveis,
que inclui pessoas com deficiências específicas, devem levar a prescrição
médica especificando o motivo da indicação da vacina.
A Influenza, comumente conhecida como
gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna. Frequentemente é
caracterizada por início abrupto dos sintomas, que são predominantemente
sistêmicos, incluindo febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, mialgia e
anorexia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e
coriza. A infecção geralmente dura uma semana e com os sintomas sistêmicos
persistindo por alguns dias, sendo a febre o mais importante.

 Os vírus influenza são transmitidos
facilmente por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Existem três tipos de
vírus influenza: A, B e C. O influenza C causa apenas infecções respiratórias
brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com
epidemias. O influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o
vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.
Algumas pessoas, como idosos, crianças e gestantes
possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à influenza. A
vacinação é a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza.
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Esta doença
respiratória infecciosa pode levar a pessoa a ter complicações e, inclusive,
matar principalmente os indivíduos que se encontram no grupo prioritário, que é
de alto risco, e que ainda não estejam imunizados. Equipes de vigilância
monitoram os casos de pacientes hospitalizados e óbitos decorrentes da doença
com o objetivo de identificar o comportamento do vírus.
Este ano, até 16 de
abril, foram notificados 167 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda
Grave (SRAG) em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva, sendo 4
deles causados pelo vírus H1N1 e 13 provocados pelo vírus H3N2. No mesmo
período, foram notificados 18 óbitos por SRAG no estado, sendo 1 por H3N2.
“É importante
que todo público-alvo se vacine, mesmo os que já se vacinaram em outra ocasião,
pois o imunizante usado sofre alterações em sua composição ao longo dos anos.
Ele é feito conforme o cenário epidemiológico apresentado anualmente pelas
regiões, e inclui o reforço necessário para a ocasião”, explicou o
secretário de Saúde do estado, Sérgio Gama.
Além da imunização,
 é importante adotar também medidas
preventivas como lavar as mãos com freqüência e não compartilhar objetos de uso
pessoal.
Niterói:
meta é de vacinar 170 mil pessoas

 Em Niterói, a imunização está disponível
em 54 salas de vacina nas Policlínicas Regionais, Unidades Básicas de Saúde e
módulos do Programa Médico de Família, de segunda a sexta-feira, das 8h às
17horas.  No dia 12 de maio, será o Dia D de mobilização, com mais de
500 profissionais aplicando as doses nessas unidades. A meta do município
é vacinar aproximadamente 170 mil pessoas. A secretária municipal de Saúde,
Maria Célia Vasconcellos, alerta para a importância da vacina e convoca a
população. 
“A imunização reduz o número de
internações, complicações e mortes em decorrência de infecções causadas pelos
vírus da gripe. É fundamental que as pessoas que fazem parte desses grupos
recebam a dose”, orienta Maria Célia, explicando que a vacina é fabricada
com partículas inativadas dos vírus H1N1, H3N2 e B e, portanto, é incapaz de
produzir a doença.

Para receber a dose da vacina, as pessoas que
fazem parte dos grupos-alvo da campanha devem comparecer às unidades de saúde
levando carteira de identidade e outros comprovantes de acordo com os grupos a
que pertencem. Os trabalhadores das áreas de Saúde e Educação devem apresentar
identidade profissional ou crachá. As crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses
e 29 dias, cartão de vacinação.
Pessoas
com 60 anos ou mais, apenas a carteira de identidade. Já as pessoas com doenças
crônicas (a partir dos 5 anos), precisam apresentar solicitação médica, com
indicação da doença.
Para as puérperas
(mulheres 45 após o parto), é necessário levar a certidão de nascimento do
bebê, ou cartão do pré-natal, ou cartão de vacinação do bebê. Já as gestantes,
só precisam declarar que estão grávidas. 


São Gonçalo e Maricá
Em Maricá, 32 unidades de saúde  estão
envolvidas na Campanha de Vacinação. O
atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
.
Em São Gonçalo, 70 salas de vacinação
estão disponíveis à população para a imunização.
“O período entre tomar a vacina e
estar protegido contra a infecção é de duas semanas. Se imunizando antes, a
pessoa não estará exposta ao vírus quando ele estiver em circulação. Então
estamos bem preparados para encarar mais um inverno protegendo o quanto antes a
população”, analisa o prefeito José Luiz Nanci. 
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A aposentada Manuelina da Silva
Costa, 64 anos, foi uma das pacientes que procuraram pelo serviço de saúde para
a imunização.
“Há alguns anos tive três
pneumonias em um ano. Depois disso passei a me cuidar mais, isso inclui a vacina contra
a gripe que eu tomo todo ano. Me sinto mais protegida”, conta.