Etiquetas em braile, cortes e
costura diferenciados e adaptações criativas marcam as inovações do
mercado 
Por
Suzana Moura *

WhatsApp2BImage2B2018 05 152Bat2B5.20.552BPM Os caminhos da Moda Inclusiva
Um novo
significado para a vida e uma maneira de promover conforto e autonomia às
pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Essa foi a motivação da
estilista Silvana Louro ao criar a marca Equal Moda Inclusiva. Tudo começou com
a primeira peça que desenvolveu, um uniforme adaptado para os paratletas da
delegação fluminense, em outubro de 2015. A partir daí, ela ficou fascinada por
esse universo.
Silvana
pesquisou durante cinco anos sobre essas adaptações e fez diversos laboratórios
para encontrar um tecido confortável e fresco. Depois desse projeto, ela
decidiu desenhar também peças casuais. O primeiro desafio foi entender os
movimentos e as limitações de cada pessoa. A estilista passou por um
laboratório com um fisioterapeuta para desenvolver as peças e chegou a
conclusão que a inclusão faz parte do momento onde você consegue trocar experiências.
WhatsApp2BImage2B2018 05 152Bat2B5.20.542BPM Os caminhos da Moda Inclusiva“As
roupas possuem uma confecção totalmente especial.O grande trunfo das peças são
os zíperes laterais. O quadril e os joelhos que são zonas de pressão, são
locais em que o corte é muito bem trabalhado, além do cós ser mais alto e a
adequação da bainha”, explica Silvana.
Além do
diferencial do corte, as peças contam também com etiquetas em braile para
pessoas que tenham deficiência visual possam saber, por exemplo, a cor da roupa
que estão usando. 


IMG 4193 Os caminhos da Moda Inclusiva
Nanismo:
blogueira derruba mitos

Com nanismo e hidrocefalia, e medindo 1,20 cm de
altura, a modelo e blogueira Rebeca Costa é exemplo de superação. Vaidosa,
Rebeca criou o blog de moda Looklittle, que surgiu com o intuito de elevar a auto-estima
das pessoas com ou sem deficiência.

“Nunca deixei que me diminuíssem por causa dos
meus poucos centímetros de altura. O blog foi influenciado por amigos que
queriam saber como eu adaptava minhas roupas, já que nanismo sempre teve a fama
de usufruir roupas infantis, e eu quero derrubar esse mito, pois precisamos ser
enxergados pelo mundo da moda uma vez que o nosso maior problema na moda são
braços, pernas curtas e pés pequenos, o resto, é de adulto”. conta.

Com a ajuda de sua mãe, sua maior incentivadora,
a modelo elabora adaptações, como transformar blusa de meia manga em manga
comprida, e dá dicas de onde conseguir sapatos da sua numeração, melhores lojas
e fabricantes. Para segui-la, basta procurar @looklittle nas redes sociais.
IMG 9345 Os caminhos da Moda Inclusiva
Moda praia
Estilista
de uma marca de moda praia ecofashion, com um cunho sustentável e consciente,
Darling Cavalcante decidiu dar um passo adiante na criação de uma nova linha de
roupas. Assim nasceu o projeto Rodas da Moda, voltado para
moda praia e mulheres que possuam algum tipo de deficiência física.
“Meu
objetivo é ajudar um grupo discriminado, potencializando a cidadania e
consciência social, através da capacitação de pessoas com deficiência em cursos
de modelo fotográfico e passarela”, explica a estilista.

* Suzana Moura é jornalista com extensão em
Marketing Digital e Assessoria de Imprensa e Comunicação. Está a frente do
“Ainda Uso”, canal de moda e comportamento consciente.

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