Festival Varilux traz produções
inéditas para mais de 80 cidades de todo país

Por Luana Dias
Fotos: Cristiana Giustino
CG1 7078 Cinema francês em alta nas telas brasileiras
Atores e diretores foram o destaque na comitiva francesa, que
atravessou o tapete vermelho, no Cine Odeon
(fotos Cristiana Giustino)
Uma noite que uniu o charme e a
elegância da cultura francesa, aliada ao bom humor e a recepção calorosa
brasileira, em especial dos cariocas: assim foi a Première do Festival Varilux
de Cinema Francês, que aconteceu na última quinta-feira, dia 7 de junho, no Rio de Janeiro. O
evento contou com a presença de mais de 50 personalidades do cinema francês,
entre atores, diretores, roteiristas e produtores, que atravessaram o tapete
vermelho no Cine Odeon, uma das mais tradicionais salas de cinema da cidade. Os
atores brasileiros Gregório Duvivier e Camila Pitanga formaram a dupla de
mestres de cerimônia, que conduziram a noite de casa cheia. Representantes e
autoridades da Embaixada da França, da Aliança Francesa, do Sesc e do Governo
do Estado do Rio de Janeiro discursaram sobre o crescimento do festival, e de
sua importância para apoiar a difusão do audiovisual francês no país.
  
CG1 7110 Cinema francês em alta nas telas brasileiras
Camila Pitanga e Gregório Duvivier apresentaram a cerimônia
Na comitiva
artística, marcaram presença os irmãos Jérémie
e Yannick Renier, atores do filme “O Amante Duplo” e diretores do
longa “Carnívora” (exibido na avant première).
Outra dupla presente nesta edição é o diretor Nabil Ayouch e a atriz e
roteirista Maryam Touzani,
do filme “Primavera em Casablanca” (Razzia).
As atrizes Zita Hanrot e Clotilde Hesme, respectivamente protagonistas de “Carnivora” e “O
Poder de Diane”.
 Um dos jovens atores mais
elogiados atualmente na França, Finnegan
Oldfield, representou
 “Marvin”
novo longa de Anne Fontaine.  
CG1 7064 Cinema francês em alta nas telas brasileiras
A beleza de Maryam Touzani 
Ao todo, 20 longas-metragens da nova safra da cinematografia francesa e
um clássico: o famoso Z, de Costa-Gavras, integram a programação do
Festival
. Graças a uma parceria com o SESC, 15 longas da programação serão
exibidos em 29 unidades culturais do SESC, com entrada franca, entre junho e
julho, diversificando o acesso ao cinema francês por todo o país. Com isso, o
Festival Varilux estará presente em 88 cidades, cobrindo quase todo território nacional.
Pela segunda vez, o Festival contará
com uma Mostra de Realidade
Virtual
. A seleção conta com filmes que exploram o potencial da
realidade virtual em diversos gêneros como ação, ficção, animação e
documentário, para que o espectador brasileiro descubra o universo da criação
artística em 360.
CG1 7112 Cinema francês em alta nas telas brasileiras
Representantes da Aliança Francesa e Embaixada da França
destacam o crescimento e a importância do Festival
O
Festival acontece até o dia 20 de junho, em cinemas de 63 cidades brasileiras,
e entre junho e julho: exibições gratuitas em 29 Unidades Culturais do SESC
Nacional
. Em

Niterói, até o dia 27 de junho, o público terá a
oportunidade de assistir a uma diversidade de filmes, no Cine Arte UFF, em
Icaraí. A programação completa com as sinopses, dias e horários de exibições de
todos os filmes estará disponível no site: http://variluxcinefrances.com/2018/.



A equipe do Casa da Gente indica os destaques da programação. Confira:



“O Amante Duplo”

O novo filme do renomado diretor François
Ozon traz uma trama bem desenvolvida repleta de suspense entre Choé, uma jovem
e frágil mulher e seu psicoterapeuta. Eles se apaixonam
e decidem morar juntos;
é quando uma nova face da identidade começa a ser revelada.



“Troca de Rainhas”
Ambientado
em 1721, conta a história da troca de princesas entre França e Espanha para
manter a paz entre os dois reinos e traz no elenco os emblemáticos atores
franceses Lambert Wilson e Olivier Gourmet. 
O filme é
uma adaptação do livro histórico de Chantal Thomas, L´Echange des Princesses
(2013).

“Primavera em Casablanca” 

O filme trata de intolerância e aceitação das
diferenças, assinado pelo marroquino Nabil Ayouch; de “A
Aparição”
 (L’apparition), 
que investiga a crença e a manipulação de informações ao redor de uma moça
que alega ter visto uma aparição da Virgem Maria.
Em Casablanca, entre o passado e o presente, cinco destinos estão
inconscientemente interligados. Diferentes rostos, diferentes trajetórias,
diferentes lutas, mas a mesma busca pela liberdade. E o som de uma revolta que
cresce.
“Marvin”
Marvin
Bijou está em fuga: Primeiro de seu vilarejo em Vosges, depois, da família, da
tirania do pai, da renúncia da mãe e, por último, da intolerância, rejeição,
humilhações as quais era exposto por tudo que faziam dele um rapaz
“diferente”. Fora de lá, ele descobre o teatro e aliados que, finalmente,
vão permitir que sua história seja contada por ele mesmo.



“Nos vemos no paraíso” 

Em
novembro de 1918, alguns dias antes do Armistício, Édouard Péricourt salva a
vida de Albert Maillard. Ambos não têm nada em comum, a não ser a guerra, e são
obrigados a se unir para sobreviver. Anos depois, Albert e Édouard decidem
montar uma fraude nos monumentos aos mortos. Também planejam uma farsa
para desmascarar o Tenente Pradelle, que tenta fazer fortuna com corpos das
vítimas da guerra. Adaptação do romance de Pierre Lemaître, premiado pelo Prix
Goncourt em 2013.

“Z”
A obra clássica do renomado diretor francês
Costa-Gavras
é um marco do cinema político
mundial. Completando 50
anos de sua filmagem, o filme-denúncia foi inspirado no assassinato do
deputado pacifista grego Lambrakis, cuja investigação foi escandalosamente
encoberta por uma rede de corrupção e ilegalidade. O roteiro retrata o período de incubação do fascismo e das
ditaduras militares e revela a fragilidade da democracia diante da mentira como
método de governo e da passividade cômoda do povo. O filme, que tem início
com uma advertência nos créditos: “qualquer semelhança com eventos e pessoas da
vida real não é coincidência, é intencional” se mostra sempre relevante e
atual.

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