Iniciativas da
sociedade civil se multiplicam pela cidade em busca de conter o impacto social
da paralisação de serviços durante o período da quarentena

Dona2BLaura252C2Bque2Bvende2Bh25C325A12Banos2Bsua2Bempadinha2Bno2BIng25C325A12B 2Bfoto2Breprodu25C325A725C325A3o2Binternet A solidariedade que nos move
Dona Laura, que vende há anos sua empadinha
no Ingá (foto reprodução internet)
Com o avanço do coronavírus, e a necessidade de medidas de
distanciamento social, milhares de pessoas no Brasil, e em especial, na cidade
de Niterói – entre eles microempreendedores e trabalhadores informais – tiveram
de um dia para o outro as suas principais fontes de sustento interrompidas. Com
a paralisação de comércios, escolas e o fechamento temporário de praias,
parques e hortos, uma multidão de trabalhadores se viu em casa, enfrentando a
agonia diária de como irão pagar suas contas e garantir o alimento às suas
famílias. Buscando amenizar esta situação, e sem esperar que os governos coloquem
em prática suas medidas para conter o impacto sócio-econômico, uma rede de
solidariedade se formou com o apoio, sobretudo das redes sociais e aplicativos
de mensagem.   
Um exemplo
deste tipo de iniciativa é o grupo “Uma mão lava a outra – Niterói”
já alcançava até o dia 9 de abril mais de 800 membros. A ideia é de apoiar as pessoas que
trabalham na cidade, e que se encontram sem renda para viver neste momento de
pandemia. Os participantes do grupo podem contar um pouco da história destas
pessoas que ficaram sem o seu sustento. A ideia é de fazer o elo com
outras
pessoas dispostas a ajudar, seja com doações de alimentos, ou contribuições
financeiras.
“Quem se sentiu tocado por alguma história
específica e quer ajudar determinada pessoa, pode doar direto na conta de quem
precisa. Para os casos de quem quer ajudar mais de uma pessoa e não
necessariamente uma pessoa específica, disponibilizamos uma conta para centralizar estas doações e para que consigamos
redistribuir para quem recebeu menos ou quem está mais precisando.
Para
saber os detalhes é só enviar uma mensagem no whatsapp para (21) 98102 8338,
que contamos como fazer em cada caso. Cada gesto faz a diferença! Vamos
juntos – de longe – mas de mãos dadas! explica
em uma postagem Mariana Yusim, uma das administradoras do grupo. Para saber
mais, basta seguir nas redes: @umamaolavaaoutranit .
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Valdecir, vendedor de coco na Boa Viagem
é um dos exemplos de trabalhadores cujo o grupo
“Uma mão lava a outra – Niterói”
busca apoiar (foto reprodução internet)
Consciente do problema e das consequências para as
comunidades mais desassistidas, o Instituto Vital Brazil lançou uma campanha
para arrecadação de alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza,
que serão doados para auxílio dos moradores carentes do Morro Vital Brazil,
vizinho ao Instituto.
“O Instituto possui uma parceria antiga com esta comunidade,
desde a época de sua fundação, há 100 anos. A história da comunidade se inicia
com a instalação da instituição aqui. E, nesse momento de crise, é de extrema
importância que façamos a nossa parte, atuando de maneira solidária”, explica
Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brazil.
As doações podem ser entregues na entrada da instituição (Rua
Maestro José Botelho, nº 64, Vital Brazil, Niterói), de segunda a quinta, de 8h
às 17h.
Outra ação solidária foi liderada por pais de alunos do
Colégio Marly Cury. A ideia era de ajudar diretamente a Sr. Almir, Dona Dora e
Théo (Caquinho), que segundo a escola “fazem parte da história do Marly
Cury, vendendo balas, água de coco, pipoca e, principalmente, trazendo sua
presença e seu carinho com as crianças todos os dias”.
Pais de alunos se mostraram dispostos a ajudá-los numa
corrente do bem, e conseguiram arrecadar cerca de R$8 mil em doações para as
famílias. A campanha foi divulgada nas redes sociais da escola e em grupos de
whatsapp.

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