Diferentes relatos de
pessoas que estão tendo suas vidas diretamente afetadas pela pandemia 

Infelizmente, a pandemia de Coronavírus avança em nosso
país: até o fechamento desta edição, o Brasil já contabilizava mais de 177 mil
casos confirmados, e mais de 12 mil óbitos registrados oficialmente. O impacto
do Covid-19 em nossa sociedade é imenso: cada número nas estatísticas também reflete
uma família que aguarda por notícias ou que enterra um ente querido sem direito
a velório.
O jornal CASA DA GENTE trouxe à tona os relatos de pessoas
que nos contam como esta doença atravessou e modificou de alguma forma as suas
vidas, nestes últimos dois meses. São histórias de luta, recomeços e perdas,
num momento em que precisamos ter atenção redobrada – e mais do que nunca –
seguir as recomendações das autoridades médicas, com objetivo de evitar um
colapso dos serviços de saúde, e sobretudo, de salvar vidas.
Reila O Coronavírus e Eu
Reila Taline Saraiva de Jesus
(foto Acervo Pessoal) 
Reila Taline Saraiva
de Jesus
Médica plantonista do setor de Terapia Intensiva para pacientes com
COVID-19, no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói
Sabe a frase que diz que as pessoas só vão se importar
quando os números virarem nomes? Para quem trabalha na saúde, eles são sempre
nomes.
Para quem trabalha em CTI, como eu, infelizmente perder
vidas acontece. Nunca por falta de esforço nosso. Mas nem sempre a gente ganha.
Chegar num plantão, receber os casos de um colega exausto, dizendo que fez tudo
e mais um pouco pelo “paciente do leito 4” (para evitar nomes aqui)
mas ele não respondeu a nada, já é difícil. Você já se sente vencida, antes da
sua batalha começar.
Aí vai direto para assistência desse paciente, e em meia
hora o coração dele pára, você tenta de tudo, mas sabe que seu colega já tentou
de tudo também, sabe que essa batalha está perdida, vence a negação, fecha os
olhos do paciente e diz: “descanse em paz”.
A enfermagem começa a “preparar o corpo” e você não
tem tempo para se recompor, porque tem um paciente grave entrando porta
adentro. Checa o tubo, instala as drogas, ajusta o respirador, colhe exames,
lembra de tudo que já estudou, de todos os pacientes anteriores que já te
ensinaram um pouquinho, e faz o melhor tratamento possível para aquele
paciente. Segue reavaliando o mesmo a noite toda, feliz com cada décimo de
melhora que consegue. Vai atender os outros pacientes do setor enquanto chega o
maqueiro para levar o “paciente do leito 4” e entra a “menina da
limpeza” para higienizar o leito para o próximo que precisa da
“vaga”.
Quando dá para sentar, você revê tudo o que fez, vê se não
está faltando nada, e aí, alguém te lembra: “Você jantou? Não!” São
mais de 2 da manhã , melhor comer algo porque pode chegar outro grave. Volta para
o setor, os pacientes todos estão um pouco melhores, dá uma pequena sensação de
dever cumprido, e você se permite descansar por algumas horas.
No dia seguinte, recomeça tudo. Examina todo mundo, checa
exames, ajusta drogas, libera prescrição, e pensa em almoçar. Não pode. Está
subindo paciente. Chega gravíssimo. Jovem, teve uma parada cardíaca ontem. Já
com tubo, exames indicando diálise, coração precisando de ajuda para continuar
batendo. Telefone tocando ensandecido com pessoas querendo notícias. Afinal,
ele estava ótimo até ontem, em casa.  Você
chama o nefrologista, enfermagem monta todas as drogas que precisa,  diálise começa, paciente responde com
discreta melhora, você segue investindo tudo. Lá pelas 15h30, você consegue
sair para almoçar. Fala com os familiares que estão querendo invadir o
hospital, explica tudo, pede compreensão pelo momento que estamos vivendo que
impede a visita, e volta pro trabalho.
Mais um paciente chegando, esse está menos grave, acordado,
dá até pra bater um papo com ele, fica feliz e agradece pela atenção, pela
conversa, marca de trazer uma pizza quando tiver alta. Você ri. Não pode. Mas
agradece a oferta. Pede licença porque é momento de rever todo mundo.
Colhe novos exames, todo mundo piorou. Recomeça do zero com
todos eles. Parece que você não fez nada nas últimas 23h. O novo “paciente
do leito 4” ‘isquemiou’ o cérebro. A parada cardíaca de ontem deixou mais seqüelas
do que se previa. E você nada podia fazer, desde o início, mas como saber?
Chega o colega pra assumir o plantão. E agora você é a médica exausta do início
passando os casos pra ele e dizendo que fez de tudo e mais um pouco pelo
“paciente do leito 4” e ele não respondeu. Desânimo define. Mas um
paciente acordado reconhece seu esforço, abre um sorriso e te deseja um bom
descanso. Percebo que ele está falando mais cansado do que estava antes. Saio
torcendo muito para que ele não precise do tubo.
Depois disso tudo, vocês acreditam que a gente consegue sair
do hospital e simplesmente ir para casa, tomar um banho demorado, preparar um
jantar, assistir uma série, responder mensagens, checar email e afins? Vida “normal”.
Precisamos desenvolver essa capacidade de nos blindar para seguir de pé e
trabalhando.
Pois bem, quando eu chegava no meu prédio, tinha um cara que
sempre estava de bom humor, se levantava para abrir o portão para mim,
perguntava dos meus amigos e da minha família, me contava até que meu cachorro
já tinha voltado do passeio, me entregava os lacres de latinhas que ele
recolhia com todos os amigos, desde que descobriu que eu destinava através de
uma ONG, a um projeto que troca os lacres por cadeiras de rodas para quem
precisa.
Como atualmente não estou no meu prédio, a última vez que
fui lá, eu o vi, e ele me contou da viagem de férias que fez, disse não
entender porque quem podia não estava cumprindo direito o isolamento, e que os
trabalhadores estavam perdidos porque os ônibus e trens continuavam lotados,
sem condições de manter o afastamento adequado. Disse-me com um sorriso que já
tinha dado entrada no processo de aposentadoria, que estava só esperando sair para
poder se isolar em casa. Eu brinquei que ele ainda era muito novo para parar de
trabalhar, e que eu ia sentir falta dele, mas que ele merecia curtir a vida,
afinal acordava às 4h30 da manhã dia sim, dia não para estar pontualmente às 7h
na portaria do prédio. Mas confesso que não dei a atenção que eu dava sempre, estava
preocupada também, na correria para me isolar de novo logo. Que arrependimento.
Alguns dias depois, meu irmão me avisa que ele estava se
sentindo mal, mas que deitou, melhorou e o filho veio buscá-lo. Falei para
mandar ele pro hospital, mas o filho disse que ele não quis. No próximo turno,
ele não apareceu. O filho informou que foi internado, que estava grave no CTI.
Foi transferido para o setor de isolamento. Não podia receber visitas. As
notícias diárias não eram boas. E, no meio de um desses meus plantões caóticos,
descubro que ele não resistiu. Desmoronei. Me permiti chorar por 5 minutos. Mas
fui chamada porque tinha paciente “descompensando”. Virei a chave e
fui trabalhar. Guardei a dor para sofrer depois.
Se escrevo este texto, é para que as pessoas entendam
algumas coisas. O isolamento, quando possível, é para salvar a você e às outras
pessoas. Se você sair, o vírus vai te usar para chegar em alguém, que pode ou
não ser conhecido seu, e pode ou não resistir à doença.
Sejam gentis sempre. Com todo mundo. O tempo todo. A gente
realmente nunca sabe quando vai ser a última vez que verá aquela pessoa.  Fiquem em casa. Se tiverem que sair,usem
máscaras, álcool gel, lavem as mãos. Se protejam, e protejam quem não pode
ficar em casa também.
Essa doença é muito cruel. Muita gente já morreu, muita
gente está morrendo, muita gente vai morrer.  Se o que faltava para vocês eram os números
virarem nomes, lembrem-se então do Sr. Idemar, meu porteiro.
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Beth Formaggini
(foto Ratão Diniz)
Beth Formaggini
Documentarista

Comecei a sentir os sintomas do Covid-19 mais ou menos no
dia 10 de abril. Eu já estava há três semanas de quarentena: tenho mais de 60
anos, sou hipertensa e pré-diabética. Eu fiquei bem quieta em casa, pedindo
comida e compras, fortalecendo sempre a rede de pequenos comerciantes. Quando
descobri que estava doente, a minha comadre, a chef Anete, trazia comida e refeições pra mim,
e meus amigos criaram uma rede de apoio – porque eu moro sozinha, e estava
muito cansada para cozinhar.
Tudo começou porque minha mãe teve um problema de saúde
grave – não foi o Covid. O médico foi na casa dela, dona Helyete Versiani tem
91 anos, e ele disse que tinha que internar, não tinha jeito. Fui com ela para
o Copa D’Or, e fiquei 48h com ela lá. Durante o acompanhamento da minha mãe no
hospital, tive sintomas de sinusite, com muita dor de cabeça, e precisei
arranjar alguém para me render. Fiquei em casa passando muito mal, e cinco dias
depois, comecei a ter os sintomas mais específicos: tosse, cansaço, dor
muscular, febre baixa e a coisa foi evoluindo. Eu procurei minha médica clínica
geral, que falou para eu ficar em casa, em repouso, e se tivesse problemas
respiratórios, iria para o hospital. Passei a me tratar também com uma
infectologista via telemedicina, que me ligava duas a três vezes por dia, e ela
me enviou um oxímetro. Quando a oxigenação ficou deficiente, ela orientou que
eu me internasse. Minha vizinha – que também é medica, e já tinha tido Covid-19
– me ajudou, e me levou para o hospital. Eu cheguei lá e desmaiei, com pressão
baixa, e fui internada imediatamente.
Fiquei na Casa de Saúde São José, no Rio. Foram 12 dias de
hospital, e uma semana em casa. O dia a dia no hospital era de muitas
“picadas”: tomando remédios, anti-coagulante, antibióticos, febre,
cansaço. Foi muito difícil. Eu não precisei ser entubada, mas tinha uma máscara
de oxigênio a todo momento. Gostaria de agradecer à dedicação da enfermagem,
funcionários, limpeza, médicos, uma dedicação muito grande, correndo risco de
se contaminarem. Foi um período em que me senti muito debilitada, mas tive
muito apoio. No terceiro dia, consegui ter acesso ao meu celular, e vi uma
corrente muito grande de amigos, conversava com a minha família, meus filhos,
minhas netas. A família me ligava todos os dias, mesmo quando estava muito mal,
eu atendia.
Enquanto isso, minha mãe seguia também internada, sem mim,
com uma cuidadora. Quando comecei a respirar sem o oxigênio, eu tive alta.
Lamento que todas as pessoas que estão doentes não tenham o mesmo atendimento
que eu. A doença tem sido fatal principalmente entre as pessoas com menos
condições de acesso à saúde, mesmo com o trabalho imenso do SUS, e merece todo
nosso elogio e apoio. É uma realidade muito desigual.
Saio do hospital, com cada vez mais certeza de que
precisamos lutar por uma justiça social, por um acesso de todos à Educação, à
Saúde, ao trabalho, melhores condições de moradia, lutar contra o modelo
econômico, exploração de recursos naturais, este capitalismo selvagem que não
prioriza os seres humanos, a natureza, o meio ambiente, e sim à esta
exploração, não só do trabalho, mas também dos recursos naturais. Cada vez mais
me convenço que isso tem que mudar.
Durante a minha internação, alguma coisa me dizia:
“você tem muitas boas lutas para lutar, banho de cachoeira pra tomar, seus
amigos para abraçar, sua família, muito amor em volta. Você tem que conseguir
voltar pra casa”. Continuo com acompanhamento médico, e são muitas
seqüelas: sua pressão fica louca, você tem dores nas articulações, continua
tossindo.
Depois que você passa por uma situação grave, cada coisa
mínima do cotidiano conta, ganha um novo valor: a primeira coisa que fiz  quando cheguei na minha casa foi um café
expresso. Pra mim, aquilo era um sonho: estar em casa e tomar um café. Molhar
as plantas no terraço ao cair da tarde, vendo a lua já no céu, e ver que a
horta cresceu bastante e as plantas agüentaram bem a seca, e vão sobreviver. Deitar
na rede ‘útero’ e enfim descansar. Estou ainda esperando que tudo melhore. A
minha mãe voltou pra casa, estamos também acompanhando a melhora dela. Ainda
bem ela não desenvolveu nenhum sintoma do Covid-19.
Acho que o confinamento é a única solução. É uma doença
muito grave, que tirou a vida de milhares de pessoas no Brasil, com a falta de
responsabilidade do governo federal, que insiste priorizar fatores econômicos,
em detrimento de políticas de confinamento. As pessoas se amontoando nas portas
dos bancos, uma necropolítica.
Eu, por exemplo, não estou mais contaminando ninguém, e em
tese já tenho anticorpos, mas vou seguir o confinamento, porque eu posso
transportar o vírus: uma mão na maçaneta, no banco do táxi, na mesa que minha
mãe ou qualquer pessoa come já é o suficiente. É um exercício de cidadania
ficar em casa, para diminuir esta curva, porque cada pessoa contaminada,
transmite para 4 a 5 pessoas, a taxa é altíssima. Estas que estão andando pela
rua são irresponsáveis, pois não tem amor ao próximo, nem a si mesmo ou à sua
família.
Além de solidariedade com as pessoas que têm menos condições
que nós, temos que ficar quietos em casa, e diminuir a probabilidade desta
doença se espalhar. Fique em casa, este é o meu conselho principal. Leia,
estude, se comunique com seus entes queridos por telefone e internet. Se não
fosse a cultura, talvez eu não estaria aqui: recebi filmes, músicas, livros, e
principalmente o amor dos amigos e família. Só tenho a agradecer a todos eles.

WhatsApp2BImage2B2020 05 132Bat2B16.11.17 O Coronavírus e Eu
Márcia Demézio
(foto/Acervo pessoal)
Márcia Demézio

Jornalista

No dia 14 de março, meu irmão do meio, José Geraldo, completou
50 anos, e fizemos uma festa que reuniu a família e poucos amigos. Este foi o
último e derradeiro encontro de nossa família: a partir daí, nossa vida virou
de cabeça pra baixo.
Era o início do distanciamento social: lembro que colocamos
um spray de álcool gel, e chegamos a duvidar se manteríamos a festa, até que
decidimos que sim, porque eram poucas pessoas, e naquela época, falava-se ainda
muito pouco de casos de Covid.
Naquele dia, meu outro irmão mais novo,  Marcelo, que tem 43 anos, estava doente. Ele havia
voltado de uma viagem de Carnaval, em Paraty, e alguns dias depois, começou a
ter diarréia. Em seguida, começou a ter febre, foi numa emergência e passaram
um antibiótico. Como não melhorava, ele foi ao hospital numa segunda vez, e
alteraram a medicação.
No dia 15, que era um domingo, a minha mãe, Maria do Carmo,
e meu pai, Benedito, estavam meio gripados também, e reclamaram de cansaço. No
dia 19 de março – ou seja, 4 dias depois – a cunhada ligou para avisar que meu
irmão estava desmaiando e passando muito mal. Ao chegar no CHN, ele foi para a
UTI, e encaminhado para o isolamento, onde fizeram uma bateria de exames. Foi
quando acenderam a suspeita de coronavírus. Foi uma loucura, porque ele não
apresentou os sintomas clássicos: tosse e falta de ar.
Paralelamente, minha mãe começou a ficar doente, com
diarréia, e chegou a ir a uma consulta médica, mas como o pulmão não
apresentava alterações, foi medicada com antibióticos. Quando terminou o ciclo,
ela melhorou, e seguimos o foco no nosso irmão, que na ocasião aguardava o resultado
da Covid, que sairia em 5 dias.
WhatsApp2BImage2B2020 05 132Bat2B16.19.33 O Coronavírus e Eu
Da direita para a esquerda: Márcia Demézio (de vestido, no canto)
com sua mãe, Maria do Carmo, seu pai, Benedito, e toda sua família
reunida. Seu irmão mais novo, Marcelo, está ao centro (de cabeça raspada
e blusa polo cinza) – foto Acervo pessoal da família
Alguns dias depois, logo após sair o resultado positivo para
Covid do nosso irmão mais novo, ele precisou ser entubado e o estado se agravou
muito, chegando a um ponto crítico, preocupando inclusive à equipe médica. Apelamos
aos amigos e à Deus, e pedimos a todos uma corrente de oração, porque era uma
situação realmente delicada.
Paralelamente, meu pai que tem 83 anos, e que sempre foi
muito ativo, estava prostrado. Já era dia 26 de março, e nós pensávamos que era
depressão, por conta do nosso irmão. Ele parecia meio desorientado, mas não
estava com falta de ar, e nem tinha febre, por isso não desconfiávamos de nada.
No dia 30 de março, meu irmão começou a melhorar, ao mesmo
tempo que conseguimos uma médica para examinar nosso pai em casa. E para nossa
surpresa, quando ela auscultou meu pai, disse que o pulmão não estava bom, e
que tinha de ir urgente para emergência. Como ele era da Marinha, levamos ele
para o Hospital Marcílio Dias, no Rio. Quando fizeram a tomografia, o pulmão
estava com aspecto típico de Covid. Ele foi internado numa ala de isolamento, e
no dia seguinte, precisou ser entubado. Apesar de apresentar durante alguns
dias uma melhora, na manhã do domingo de Páscoa, dia 12 de abril, recebíamos a
notícia de que ele havia falecido.
Meu pai tinha diabetes controlada, se cuidava muito, e de
repente,  ele estava numa área isolada,
sem a gente poder visitar. A gente sofreu muito: se não fosse esse vírus ele
estaria conosco. Outra coisa extremamente difícil é não fazer velório, e nem ao
menos nos despedir dele. No enterro, só tinha meu irmão, a minha irmã e minha
filha, tudo muito rápido. Uma morte solitária. É tudo muito triste.
Em compensação, meu irmão estava ficando bem no outro
hospital. No dia seguinte à morte de nosso pai, ele foi desentubado. Enquanto
uma pessoa querida morria, a outra renascia. Dois dias depois de meu irmão ter
alta, minha cunhada contou sobre nosso pai, e ele só conseguiu colocar pra fora
a tristeza dias depois.
Desde aquele último encontro, nossa família não se reuniu
novamente; cada um está em sua casa, e inclusive fizemos o teste para Covid.
Para nossa surpresa, todos tiveram resultado positivo, alguns assintomáticos; apenas
eu e minha filha tivemos resultados negativos.
Minha mãe é uma pessoa extremamente forte: todos os dias ela
sempre rezou o terço, e desde o início deste momento difícil até hoje, todos da
minha família rezam também, numa corrente de fé. Ela diz que meu irmão é o “nosso
milagre “, e isso nos conforta de uma certa forma. Vivemos, porém, hoje
com a enorme saudade do nosso pai.

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