Oficina
dedicada ao público feminino será realizada em Icaraí, nos dias 20 e 21 de abril

por Luana Dias
As2Boficinas2Bacontecem2Bdentro2Bde2Bum2Bambiente2Bde2Baprendizado2Bseguro2B 2Bfoto2Bdivulga25C325A725C325A3o Autodefesa para mulheres
As aulas acontecem num ambiente de acolhimento e segurança
(foto divulgação)
No
início do mês de abril, a cantora de funk MC Carol denunciou que havia sido
vítima de uma tentativa de homicídio cometida por um ex-namorado. Ela contou que, após pular
o muro de sua casa com cerca elétrica, ele tentou atacá-la com uma faca,
motivado por ciúmes. O caso ganhou repercussão, pois a artista niteroiense
postou em suas redes sociais os detalhes do que viveu, de forma a não só
denunciar como abrir o diálogo sobre a violência contra as mulheres. Foi a
partir do debate deste episódio, que conheci a proposta da Oficina de autodefesa
para mulheres desenvolvida por Gabriel Guarino, professor de Kung-Fu Tradicional, Membro da Seleção Brasileira de
Wushu Tradicional (CBKW).
Há três anos, o atleta investiga e divulga as
técnicas de Defesa Pessoal e Coletiva, artes marciais e sua relação com
não-violência. A pesquisa começou a partir de um projeto de extensão da UFF,
dentro de um Mestrado em Sociologia em Direito.
  
IMG 20180411 WA0013 Autodefesa para mulheres
“Temos de destruir o mito de que uns são mais fortes, aptos que outros”,
afirma o professor Gabriel Guarino
“O
objetivo da oficina é de transmitir noções de ação direta e prevenção a
violências, por meio de elementos de alerta, consciência corporal, defesa
pessoal e resposta direta a situação de agressão real. 
A proposta parte da premissa de que
o desenvolvimento de uma postura corporal ativa e atenta é um caminho possível
para o empoderamento de mulheres, como estratégia de combate a opressão e
violência” conta Guarino. 
Na primeira
parte, as participantes – todas mulheres – conversam e estabelecem uma relação
de aprend
izagem partindo de suas vivências. Em
seguida
, são introduzidas as técnicas de defesa pessoal.
“Acredito que temos de destruir o
mito de que uns são mais fortes, aptos que outros. A desigualdade de poder vem
também de criarmos sempre a imagem de fragilidade de uns em nossa cabeça.
Aprender a bater, reagir e cessar um violência, acredite, é uma proposta de não
violência”, afirma Guarino.
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A professora universitária Hellen Jannisy iniciou as aulas após
acompanhar o filho, que é aluno de Gabriel na turma juvenil de
Kung Fu (foto Luana Dias)


A professora universitária Hellen Jannisy conheceu a pesquisa e o trabalho de Gabriel Guarino graças a seu filho, que é aluno da turma mirim de Kung-fu. Após acompanhá-lo, sentiu interesse em também colocar o corpo em atividade.
“É incrível como vamos descobrindo o nosso corpo, as nossas capacidades e adquirindo confiança”, conta.
A próxima oficina acontece nos dias 20 e 21 de abril, em Icaraí, no espaço Corpo – Capacitação Física. As sessões estão previstas para sexta, das 19h às 21h30 e no sábado, das 10h às 17h30, totalizando 8 horas de aprendizado. Não há restrição de idade ou condição física. Há três faixas de contribuição que variam entre R$ 120,00 a R$ 280,00, de acordo com as possibilidades de cada participante. Para se inscrever, é necessário preencher o formulário que está no evento “Oficina de Auto-Defesa para Mulheres – Niterói”, no facebook. Mais informações pelo telefone (21) 96479 4149 . O Espaço Corpo fica na Rua Gavião Peixoto, 220, sala 102, em Icaraí.

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