Para as quatros Escolas de Samba de Niterói e São Gonçalo que disputarão o carnaval do Rio de Janeiro – Cubango, Viradouro, Sossego e Porto da Pedra – já foram escolhidos os sambas-enredo.
Desfilantes do Grupo de Acesso, sexta e sábado de carnaval, elas se adiantaram às demais, com a Sossego sendo primeira, seguindo-se Porto da Pedra, Acadêmicos do Cubango e por último a Unidos do Viradouro. Eis os sambas escolhidos.

Porto2Bda2Bpedra2B 2Bfoto2Bdivulga25C325A725C325A3o2Bana2Bcristina2Bvitoria Cubango, Sossego, Viradouro e Porto da Pedra cantam seus sambasMS PB2B Escolha2Bdo2Bsamba Cubango07092016 Hyrin25C325A9a2BBorn25C325A9o Cubango, Sossego, Viradouro e Porto da Pedra cantam seus sambas
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(fotos divulgação e Hyrinea Borneo)
Acadêmicos do Sossego 2017
Enredo: “Zezé Motta, a Deusa de Ébano”
Compositores: Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Marcelo do Rap, Fabio Borges, João Perigo, Paulinho Ju e Bertolo

– Eu vi Mamãe Oxum clarear a cachoeira.
Eu vi Mamãe Oxum clarear a cachoeira.
Zezé Motta vai brilhar, nasce uma estrela.
– Sossego mandou me chamar, eu vou!
Ora yê yê, Oxum, aiê iê ô!
Ora yê yê, Oxum, aiê iê ô!
– Deusa de Ébano, suba ao seu templo sagrado.
Dionísio embriagado de alegria te oferta a lira de Orfeu.
– Ah, é uma honra! Eu já fui Conceição.
Farei dessa avenida um quilombo
“Nas voltas do meu coração”.
– Volte a reinar, Xica da Silva!
Rufam os tambores por dignidade.
– Pois é, “meu sangue não nega”,
Trilha sonora da senhora liberdade.
– Fiz dançar a hipocrisia numa “negra melodia”.
Tenho a cor da noite, a dor ensina.
– Seja a luz que ilumina, ó divina!
– Serei até quando a tela deixar meus nobres irmãos atuar.
Onde o sol bate e se firma, abrem-se as cortinas.
Negras estrelas caem do céu.
Terá a igualdade um cintilante papel.
– Até breve, diva. Axé!
– “Muito prazer, eu sou Zezé”

Unidos do Porto da Pedra 2017Enredo: “O abre alas que as Marchinhas vão passar: Porto da Pedra é quem vai ganhar… seu coração!”
Autores: Bira, Márcio Rangel, Alexandre Villela, Eric Costa, Adelyr, Oscar Bessa, Rafael Raçudo, Bruno Soares, Paulo Borges

Vai chover…Confete e serpentina
Sou Pierrot, você é a Colombina
Sassaricando daqui…Sassaricando dali…
Faço de tudo pra ganhar seu coração
Linda morena, no meu coração
O bonde está lotado pode festejar!
Olê, Olá, de noite a Maria é outra

O careca está a solta e o vovô ficou pra trás
Oh! Que beleza, a cabeleira do rapaz
Será, meu bem, que Zezé vai revelar?
O que ele é nessa avenida
É nesse embalo que hoje vou me acabar

O Carnaval do Povo ninguém vai calar
Aqui tudo é brincadeira
Tanta sujeira no cenário social
Desde os tempos de Cabral
Êee me dá um dinheiro aí… se não der, pau vai comer

Cadê você? Foi brincar em Madri
Ou pensou em fugir pro calor do Saara?
Me abraça, amor… nesta folia, sou um sonhador
Bebo até cair porque o rei mandou

Na cidade de encantos mil
Quando a saudade invade meu peito
Revivo grandes carnavais
No branco da minha bandeira celebro a paz
Abram alas! Meu Tigre chegou
Cantando versos de amor

No esplendor do amanhecer
Quero ver me segurar
Tem marchinha até o dia clarear

Cubango 2017Enredo:
“Versando Nogueira nos cem anos do ritmo que é nó na madeira”
Compositores: Gabriel Martins, Belo, Rafael Coutinho, Robson Ramos, Sergio Careca, Dema Chagas, Tricolor, Vinicius Xavier, Thiago Farias e Duda
Participação especial: Fadico e Igor Leal

Vai minha inspiração
Com prazer sou João
Um certo Nogueira
Sou resistência a correr nas veias
E poesia feito “lenha na fogueira”
Em tempos de versos açoitados
Batuque acorrentado
Meu samba não se calou
Reinando no auge do Centenário
Ele é imortalizado
Vem mostrar o seu valor
Quebram-se as correntes do passado
Hoje o samba é Magistrado
Tem diploma de Doutor
A cura da mente e do coração
É o poder da criação
Nesse terreiro tem Clara Guerreira
Batucajé não é brincadeira
Firmei o ponto no canto de um “Sábiá”
Tem axé pra iluminar a força do meu caminhar
Lá no céu tua fé que me fez sonhar
E de joelhos saudei o meu orixá
“Por onde andarás”, morena?
Cabrocha que roubou meu coração
“Restou essa saudade” da pequena
E o “consolo do antigo violão”
E é por isso que eu vivo no Clube do Samba
Em terreiros de bamba a cantar
Num beijo apaixonado de Oswaldo Cruz em Madureira
Nascia um verdadeiro Amor
Nas asas de uma águia altaneira
A vida é um dom de Deus
Se o espelho é bom ninguém jamais morreu
Vou viver pra sempre nesse manto
Existir nesse azul repousar no teu canto
Ôô… Eu sou o espelho do espelho que não quebrou
Ôô… Cubango é nó na madeira

Viradouro
2017
Enredo: “E todo menino
é um rei”
Compositores: Felipe
Filósofo, Renan Gêmeo, Manolo, Fabio Borges e Claudio Mattos
Participação especial: Rodrigo Gêmeo, Anderson Lemos, Diego Nicolau e Marcello
Bertolo
Intérpretes: Igor Sorriso e Diego Nicolau
Os sonhos nos acordes da
canção
O coração se entrega à magia
Cenário de aventura e ilusão
Onde a imaginação é poesia
No meu pequeno lugar viajei
Na infinita imensidão do meu olhar
Gira boneca, brinca de porta-bandeira
Nessa brincadeira quero ser
seu par
Desejo ser mais um
super-herói
Porque menino sonha demais
Menino sonha com coisas que nunca esquece
E quando cresce não vê jamais
Erê, erê, erê, erá
Ê menino rei, vem batucar
Quem dera poder tocar as
nuvens de algodão
Quem dera mergulhar na doce tentação
Colorir um mundo bem mais belo
Fazer da alegria o meu castelo
Com lápis de cor, eu vou desenhar
Traços da minha paixão
No amanhã, eu acredito nessa molecada
Que não dá bola pra tristeza, não
Na proteção da ibejada
Abre a roda, Ioiô… E Ciranda
Entra na roda criança, vem sambar
Viradouro…Foi nesse chão que me criei

Aqui todo menino é um rei