A cidade é um dos polos mais
importantes de arte cerâmica do Brasil e da América do Sul

CerC3A2micas AtelierSuenagaampJardineiro FotoGilbertoJardineiro DESTINOS - Cunha - A arte que nasce da terra
Belas peças do ateliè Suenaga & Jardineiro
Uma história que se iniciou na
década de 70, quando um grupo de artistas japoneses, brasileiros e um português
escolheram Cunha para se instalar e fazer ali a sua produção. De lá pra cá,
quase 40 anos depois, Cunha se tornou um dos mais ricos e diversificados polos
de produção de arte cerâmica da América Latina.
Atualmente, 23 artistas
distribuídos em 17 ateliês criam esculturas, objetos decorativos e utilitários
de variadas influências. Das tradicionais paneleiras ao estilo oriental,
passando pela cultura indígena-ibérica e a influência do mundo árabe, ao fazer
o “caminho das artes” percorrendo os ateliês, o turista pode admirar, saber
mais sobre a concepção dos trabalhos, e adquirir peças diretamente com os
artistas.
“A produção de Arte Cerâmica de
Cunha é reconhecida pela diversidade e autoralidade. Esta concentração de
artistas, cada um com sua individualidade de expressão, torna a cidade um polo
expressivo de produção de cerâmica”, afirma Amália Fernández Gómez ou
simplesmente Mali, como é conhecida a presidente da Associação dos Ceramistas
de Cunha – CunhaCerâmica, entidade criada em 2006.
Entre os eventos que costumam
atrair turistas estão o Festival Cultural da Cerâmica – que em 2014, acontecerá
no mês de setembro – com inúmeras atrações, como cursos, workshops e
exposições. Porém, ao longo do ano sempre há bons motivos para visitar Cunha e
se encantar com a cerâmica. As “aberturas de fornada”, quando as peças são
retiradas das câmaras após seu resfriamento ou as “queimas de Raku”, quando as
peças são retiradas do forno ainda incandescentes e resfriadas em serragem são
verdadeiras cerimônias marcadas por encantamento e surpresas para quem as
acompanha.
 Para saber mais sobre os artistas e ateliês, basta
visitar o site da Prefeitura
www.cunha.sp.gov.br ou a página facebook da
Associação dos Ceramistas, facebook.com/associacao.ceramistasdecunha .

Conheça
alguns tipos de queima existentes em Cunha


Forno noborigama
Originário do Extremo Oriente, o
forno prima pela eficiência, curto tempo de queima e economia de lenha. Ele se
desenvolve em câmaras interconectadas e a queima é feita progressivamente, cada
câmara aproveitando o calor da anterior. São realizadas cinco aberturas ao ano:
Carnaval, Páscoa, Inverno (Julho) , 07 Setembro e fornada de 15 Novembro.  

  
AberturadofornodeRaku DESTINOS - Cunha - A arte que nasce da terra
O espetáculo da queima de Raku no ateliê
Gaia Arte Cerâmica
Forno de Raku
Praticada no Japão no século
XVI, é um inusitado método de queima. Consiste em abrir o forno a 1.000ºC de
temperatura, retirando as peças ainda incandescentes e cobrindo-as
imediatamente com serragem. Os resultados são inesperados, apaixonantes e
inimitáveis. Cada peça de Raku é única. Queimas de Raku e aberturas de forno
são realizadas todos os sábados de Janeiro, junho e julho e todos os feriados.
É preciso reservar previamente.

Forno a Gás
O forno a gás proporciona o
contato direto da cerâmica com o fogo, semelhante à queima a lenha. Permite
queimar em atmosfera redutora (pouco oxigênio) ou atmosfera oxidante (abundante
entrada de oxigênio).

Forno Ocidental a Lenha
Tem uma ou mais fornalhas na
parte de baixo e uma só câmara alta, onde se colocam as peças a serem
queimadas. Devido ao seu design, o forno é de fácil manejo e pode realizar
queimas relativamente mais rápidas.