FOTOS2BDIVULGA25C3258725C32583O2B 2BLUCIANA2BCARNEIRO2B252822529 Febre amarela: vacinação e estado de alerta
O ano de 2018 iniciou com a população se dirigindo aos postos de saúde em busca pela vacinação contra a Febre Amarela. No estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde anuncia para o próximo sábado, dia 27 de janeiro, a partir das 9h, o Dia D de vacinação , onde todos os 92 municípios do estado irão participar.A Secretaria Estadual de Saúde (SES)
divulgou na quarta-feira, dia 17, um Boletim Epidemiológico, que confirma a morte
de um macaco diagnosticado com febre amarela em Niterói. Um laudo, após análise
da Fiocruz confirmou o diagnóstico.  Esta é a primeira morte de macaco
vítima da doença confirmada no estado do Rio, em 2018. 
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De acordo com a secretaria, objetivo da campanha é chamar a atenção da
população para a importância de se imunizar contra a doença. Durante a ação, a
vacina estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde, UPAs, instalações
montadas pela Secretaria de Saúde e também nos quartéis do Corpo de Bombeiros.
Em
Niterói, a Fundação Municipal de Saúde informa que há 38 pontos de vacinação na
cidade. A secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, explica que a
vacina sempre esteve disponível na rede municipal de Saúde, mas desde março de
2017, quando os primeiros casos da doença surgiram no Estado do Rio de Janeiro,
a Prefeitura aumentou a oferta da vacina através da abertura de novas salas de
imunização, solicitando novas remessas de vacina ao Governo do Estado e
destacando duas equipes volantes para vacinar a população.
“Só em
2017, o Município aplicou mais de 190 mil doses da vacina contra febre amarela.
É importante a população observar todos os pontos de vacina, já que temos
presenciado algumas unidades, como a de Santa Rosa/Vital Brazil e a de Itaipu,
com uma procura muito grande, enquanto outras estão mais vazias. Pedimos também
para aqueles que tem um horário mais flexível, comparecerem às unidades na
parte da tarde, período com menor demanda”, aconselha a secretária.
A
população de Niterói pode se vacinar de segunda a sexta, das 8h às 16h, em
todas as policlínicas regionais do município. Confira a lista dos 38 postos de vacinação em Niterói.
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Contraindicação
A
vacina é contraindicada para pessoas com alergia a algum componente da vacina e
alergia a ovos e derivados; pessoas com doença febril aguda, com
comprometimento do estado geral de saúde; ou ainda pacientes com doenças que
causam alterações no sistema de defes, assim como terapias imunossupressoras –
quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides, por exemplo; indivíduos
portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico ou com outras doenças autoimunes;
pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza
desmielinizante  pacientes transplantados
de medula óssea; pacientes com histórico de doença do Timo; crianças menores de
seis meses de idade; crianças menores de dois anos de idade que não tenham sido
vacinadas contra febre amarela não devem receber as vacinas tríplice viral ou
tetra viral junto com a vacina contra FA. O intervalo entre as vacinas deve ser
de 30 dias.
Transmissão e Sintomas

duas formas de transmissão de febre amarela: silvestre e urbana. As duas são
causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A forma
urbana é transmitida pelo Aedes aegypti. Já a silvestre é transmitida pelos
mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, insetos de hábitos estritamente
silvestres. Quando o mosquito pica um macaco ou uma pessoa doente, que está com
febre amarela, ele torna-se capaz de transmitir o vírus.

Os
sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de
cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas
formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele
amarelados), problemas no fígado e nos rins, hemorragia e cansaço intenso.

Os macacos
não são os culpados

Os macacos não são os vilões dessa história. Ao
contrário, para biólogos e profissionais da área de vigilância, são
considerados um importante sinal de alerta: se esses animais começam a morrer,
é hora de iniciar as medidas de precaução. A chamada vigilância de epizootia
(quando a doença se dissemina por uma comunidade animal, em grande número de
casos) é uma estratégia adotada para perceber a ocorrência do adoecimento e da
morte desses animais e, a partir daí, iniciar a vacinação da população da
região. Os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela;
a doença é transmitida através da picada de mosquitos.

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