Participantes contam as
emoções que viveram na JMJ do Rio

Por Luana Dias
Uma grande festa de fé, paz e união. Assim foram os
seis dias da XXVIII Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro,
entre os dias 23 e 28 de Julho. Jovens, crianças, idosos, católicos de todas as
idades vieram dos quatro cantos do mundo para celebrar com alegria ao lado do
Papa Francisco.
Alguns dos participantes aceitaram dividir suas histórias
com o JORNAL CASA DA GENTE. Jornalista, advogada, professora, militar,
brasileiros que dão seus testemunhos pessoais, repletos de emoção, e que nos
mostram de uma forma íntima a atmosfera inesquecível para os mais de três
milhões de peregrinos que vieram à Cidade Maravilhosa para este (re)encontro
com a sua fé.
LucianoecorporaC3A7C3A3o Histórias de fé
Proteção divina
Luciano Fernandes, 35 anos, Militar
“Participei na JMJ num aparato que reuniu todas as
forças militares para transportar a comitiva do Papa Francisco em segurança
durante todo o evento. Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente no
momento em que ele embarcaria rumo a Copacabana, e por sua humildade, fez
questão de cumprimentar cada tripulante e registrar o momento com todos nós.
Foi um momento de muita emoção para mim e todos que estavam ali presentes.
LucianoFernandesePapa Histórias de fé
Toda a jornada foi um a experiência única, ao ver
milhares de fiéis movidos pela fé. Um momento marcante pra mim foi quando
transportamos sua comitiva para Aparecida do Norte e ao chegar lá nos deparamos
com milhares de pessoas mesmo debaixo de chuva, assim como sobrevoar as areias
de Copacabana preenchida com cerca de 3 milhões de fiéis.
Mas, sem dúvida a maior emoção foi ter tido a
oportunidade de apertar a mão daquele que poucos tiveram a chance de se
aproximar. Pelo simples fato do que ele representa para toda a humanidade, pois
com sua humildade, alegria, bondade leva a todos a palavra de Deus e atinge
todos os corações independente de qualquer religião”.
Matheus: o filho abençoado
Renata Peixoto, 32 anos,
Professora de Educação Física
matheuserenata Histórias de fé
“Como todos os católicos que vivem a fé, a JMJ deixou
saudade. Católica atuante, participo com minha familia da paróquia de São
Lourenço, no Fonseca, em Niterói. Lá trabalho com meu marido do Encontro de Casais
com Cristo e participo das missas dominicais.
A JMJ começou muitos meses antes da chegada do Papa
com os preparativos em nossa  paróquia para acolher os peregrinos. Na
segunda-feira, dia da chegada do Papa, fui com minha família ao centro do Rio
para vê-lo de perto. O que eu não imaginava era ter conseguido um lugar
tranquilo e para esperar com ansiedade e muita emoção a chegada do Papa. 
Estava com meu pequeno Matheus quando um voluntário se
ofereceu para tentar levá-lo ao Papa. Quando se aproximava o momento fui tomada
de tanta emoção e graça ao ver meu filho sendo beijado e abençoado por Ele. Particularmente,
a JMJ marcou minha vida  e de minha familia. E para todos nós, povo
cristão, viver a JMJ aqui no Rio foi uma lição de acolhimento, esperança e fé”.
Voluntária na fé
Marta Paz de Castro, 31
anos, advogada
marta2 Histórias de fé
“Não pude ir a JMJ Madri 2011, pois tinha uma filha de
6 meses. Quando o Papa Bento XVI anunciou a Jornada Mundial da Juventude no Rio
de Janeiro foi uma alegria imensa, pensei: essa não vou perder! Planejamos tudo
para o Papa Bento, quis Deus que viesse Francisco. Logo me inscrevi como
voluntária e família de acolhida para três peregrinos.
O voluntariado foi uma experiência muito boa, gente do
Brasil e do mundo exercendo todo tipo de tarefa, a alegria de reconhecer no
outro a mesma fé fazia com que a amizade surgisse rápido. As peregrinas que
hospedei trouxeram de vez a experiência da JMJ pra dentro de casa. É como se
percebessemos quanta fé há no mundo e como são diversas as formas de
expressá-la! Éramos irmãos, na expectativa de receber nossa grande família
católica pra uma enorme festa, com um convidado muito especial. Na chegada do
Papa, pude vê-lo no centro da cidade e lá mesmo ele foi deixando sua marca:
afetuoso, sorridente, próximo das pessoas.
A cada passagem, muitos beijos nas crianças, muita
atenção para com todos e um olhar… Aquele olhar que nos abençoa prontamente.
A cada discurso, ensinamentos simples e diretos, palavras de entusiasmo e
encorajamento missionário. Para mim, que sempre estive inserida no serviço da
Igreja, a presença do Papa Francisco nessa JMJ foi uma nova força pra continuar
trabalhando na evangelização, pra que mais pessoas conheçam o amor de Deus.
“Ide, sem medo, para servir”. Até a Polônia, Papa Francisco! Que até
lá possamos semear todo o bem que recebemos nessa Jornada”.
Lavando a alma
valerianacoberturajmj Histórias de fé
Valéria Aguiar, 44 anos, Jornalista –
TV Rede Vida
“Sempre que estive perto do Papa Francisco me senti
profundamente emocionada. A simplicidade, o carisma, a sabedoria do pontífice
são únicos. Também fiquei impressionada com o espírito fraterno e a
conscientização ecológica dos peregrinos. Um espetáculo que lavou a alma do
Rio.
Para uma jornalista católica, era como se fosse a minha
Copa do Mundo. Trabalhei, enquanto rezava. Meditei enquanto trabalhava. A JMJ
pra mim foi a maior manifestação popular da história do país. Sob a liderança
de um velho e lindo homem de branco, uma multidão de 3,7 milhões de pessoas
pediu em uma só voz por paz, amor e justiça. Espero ter ajudado”.

Tagged: , , , , , , ,