Elas falam da emoção e os
desafios da maternidade e compartilham sua experiência com o CASA DA GENTE
Por Luana Dias

foto3 Mães de primeira viagem
Rejane e Matheus
Um resultado positivo e – em meio à alegria
diante de um mundo completamente novo que começa a partir dali – uma chuva de
dúvidas e uma pontinha de medo. Ser mãe pela primeira vez é um acontecimento e
tanto na vida de qualquer mulher, e as perguntas surgem logo a partir da
descoberta da boa nova. Como ter uma gravidez saudável, a amamentação do bebê,
as noites de sono perdido, as cólicas intermináveis… como diz o ditado “ser
mãe é padecer no paraíso”. Para compartilhar os aprendizados desta experiência,
o CASA DA GENTE conversou com três “mães de primeira viagem” que conseguiram
superar a ansiedade através da busca por informação. Tias, primas, avós, mãe,
livros, site, programas de TV, vale tudo quando o que está em jogo é ter uma
gravidez e uma maternidade felizes.
thais Mães de primeira viagem
Thais e Luiza
A jornalista Thaís Dias, 30 anos e o repórter
fotográfico Pablo Jacob, 27, são os pais de Luiza, que acaba de completar seis
meses. Os dois optaram por uma gravidez
planejada, e em pouco tempo já se viam na nova etapa de vida.
“Sempre sonhamos em ser pais e quando o resultado
confirma a realização desse sonho é como se nosso corpo ficasse tomado por amor
e felicidade. Mas preocupação também. Afinal, ter filho é uma grande
responsabilidade”, conta Thais.
Como jornalista e leitora voraz, a primeira reação foi
de apelar para os livros.  
“Ao saber do resultado do teste, já comprei uns cinco livros. Ao final
da gravidez já tinha lido mais de 20, e continuo buscando literatura
especializada até hoje”. 
Assim como ela, a leitura serviu de base para a pedagoga Rejane de Carvalho da
Costa, 31 anos, que há um ano deu à luz a Matheus.
         “Meu guia foi o livro ‘O que esperar
quando você está esperando’, que ganhei de presente da minha prima, além das
dicas do site Baby Center Brasil, que recomendo a todas as mamães”.
Fruto de um
relacionamento de 12 anos, o filho era desejado desde a oficalização da união
com seu companheiro Tadeu da Costa, há 5 anos. Além dos livros, a jovem teve o
apoio de sua mãe Regina, a quem muito recorreu:
“Minha mãe é uma
pessoa incansável, e sem a qual eu não saberia enfrentar os momentos de
aflições que passei com meu filho”, confidencia Rejane.
flavia Mães de primeira viagem
Flavia e Taisa
         Para a paulista e pós-produtora de
cinema
Flavia Vargas, de 40 anos, a realidade foi outra. Casada há dois anos e meio com
o urbanista francês

Alexandre Pailhès, e morando na cidade de
Montpellier, no Sul da França, ela aprendeu a lidar com a distância da família
desde quando começou a esperar Taïsa.
         “Durante
a gravidez, o tempo passou muito rápido e eu já sabia que minha família viria para
conhecê-la. Taïsa é a primeira neta e sobrinha da família e eu fiquei grávida
aos 39 anos, imagina o que eles esperaram por este acontecimento! Você tem que
construir sua família onde quer que você esteja com muito amor e mostrar pro
seu filho que os parentes que moram longe também o amam, falar, ouvir música
pra crianças e estórias na língua materna ajudam para que a distância seja
somente uma questão geográfica”, conta Flavia.

         Na
rotina da relação entre mãe e bebê, os belos momentos estão sempre intercalados
pelos mais difíceis.
Pra nós, o momento de maior apreensão
foi saber assim que
Taïsa nasceu que ela deveria
fazer uma cirurgia. O procedimento foi realizado  um mês e meio após o seu nascimento, e foi um
sucesso.
Neste momento, foi fundamental a união nossa – minha e do meu
marido –  que ama minha filha de uma
forma que eu não podia imaginar. Isso foi e continua sendo muito importante pra
mim” afirma Flavia.
         A amamentação e as cólicas também são temas que costumam
afligir ainda mais as mamães de primeira viagem. 

         “Passei muitas
noites em claro, angustiada com os choros inexplicáveis, sem saber se era fome,
cólica, dor, frio …. Também tive dificuldade com a amamentação, meu leite
empedrou, senti muitas dores e cheguei a ter mastite, mas busquei ajuda médica
e realizei o tratamento sem interromper a amamentação”, conta Rejane.

“As três primeiras semanas foram cercadas de
dores e incômodos. Tinha muito leite, mas sentia uma dor enorme para amamentar.
Chorávamos a Luiza e eu. Ela com fome e eu com dor. O apoio do meu marido e da
minha mãe foram essenciais para eu superar e conseguir sentir prazer na
amamentação. A Luiza até hoje mama apenas o meu leite”, afirma feliz Thais.
Em meio a todas as questões que surgem com a
maternidade, nada substitui a certeza do sentimento de ser mãe.
“Ser mãe é sentir um amor incondicional, sincero,
louco…
  Quando sentir vontade de ser… esta é a hora!”
finaliza Flavia.


Conselhos de “mãe para mãe”
“O pai e a
mãe devem conversar com o bebê desde que ele esteja na barriga, a mãe deve
descansar na medida do possível e ter uma alimentação saudável.
Estar por perto quando seu bebê precisar
e ajudá-lo com tranqüilidade, sem transmitir stress… assim você terá um bebê
feliz e calminho!” – Flavia Vargas, mãe de Taïsa.


“Depois que o bebê nascer, aproveite muito cada dia ao
lado dele, o primeiro sorriso de reconhecimento, as primeiras palavras, o
sentar, o engatinhar, os primeiros gestos de carinho e até mesmo o choro, pois
o tempo realmente passa muito rápido e como se fosse num piscar de olhos o seu
bebezinho vai estar andando e te chamando de mãe”. Rejane Carvalho da Costa,
mãe de Matheus.
“O conselho mais importante
é ouvir tudo o que te aconselham e não seguir quase nada (risos). Todo mundo
tem uma dica, um palpite e muitos parecem loucuras. Eu ouço, agradeço e sigo
meus instintos” – Thais Dias, mãe de Luiza.
 

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