Mães
falam das alegrias e dificuldades com a chegada do segundo filho
           
20150308 130915 Maternidade em dose dupla
Maria Fernanda, com seu pequeno Victor e, no ventre,
Maria Cecília que nasce em junho
(foto acervo pessoal)

Um
período de transformação – do corpo, da rotina, do tempo – assim é a
maternidade. Uma etapa de descobertas físicas e psicológicas, que levam à
mulher a um estado de felicidade, mas também de dúvidas de como será o
dia-a-dia com o seu filho. A primeira gravidez é cercada destes sentimentos,
somada à ansiedade criada pelo ‘desconhecido’. Mas e quando o casal se prepara
para a chegada de um segundo filho? Será que a maturidade e experiência
adquiridas fazem a diferença? A menos de um mês para o Dia das Mães, que será
comemorado no domingo, dia 10 de maio, o CASA DA GENTE entrevistou quatro mães
de “segunda viagem”, para conhecer melhor a rotina deste universo da
maternidade dupla.

            A
funcionária pública Maria Fernanda Marques, de 34 anos, está na contagem
regressiva para dar à luz em junho à sua segunda filha, Maria Cecília. Segundo
ela, com a experiência da primeira gravidez, os ‘medos’ clássicos de como será
o parto ou se irá conseguir amamentar são bem menores. A atenção especial está
virada para outro assunto: a preparação de Victor, de 5 anos, para a chegada da
irmãzinha: 
961480 898279423570095 1328168210 n Maternidade em dose dupla
Maria Eduarda com seu irmãozinho Hudson nos braços:
companheiros para toda a vida

            “Na
primeira gravidez, nós ‘só’ aguardávamos um filho. Agora, na segunda vez,
aguardamos uma filha e, ao mesmo tempo, uma irmã – e isso faz toda a diferença.
Preparar o Victor para a chegada da irmã tem sido uma experiência bacana!”
afirma Fernanda.

Nem
sempre a adaptação é fácil. A assistente administrativa Michelle Abreu, de 32
anos, e mãe de Hudson, de apenas 25 dias, e Maria Eduarda, de 4 anos, conta que
teve dificuldades no início.
“Maria
Eduarda não conseguia entender que o fato de ter um irmão não tiraria a vez
dela na família, e com isso, sofreu um pouco, ficou agressiva e ‘respondona’. Mas
após algumas conversas, ela viu que o irmão veio para somar e ser um
companheiro pra vida dela” afirma Michelle.
A cake
designer e dona de casa Érica Monteiro, mãe de Milena, de 5 anos e Murilo, de 5
meses, ressalta a relação de cumplicidade que se criou entre os dois filhos.
IMG 20150414 WA0002 Maternidade em dose dupla
Erica Monteiro com a filha Milena e o pequeno Murilo
(foto acervo pessoal)

“A Milena
adora o irmão, quer pegar, abraçar e brincar. Em alguns momentos chega a ser
perigoso, pois com apenas 5 anos, ela às vezes não tem noção de perigo e a
intensidade da sua força em relação ao bebê”, conta.

Mãe de
duas meninas, a médica Erica Gualda, de 39 anos, ressalta o sentimento de
amizade desenvolvido entre Gabriela, de 7 anos; e Rafaela, de 3 anos.
“São
abraços, beijos de bom dia, carinhos trocados a todo instante; mas, é claro,
também brigam muito – cada uma defendendo o seu ponto de vista”, revela Erica.
https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif            Ser mãe pela segunda vez traz também
uma sensação de maior segurança nas tarefas do cotidiano: desde o período de
gestação até as trocas de fraldas e amamentação, coisas que numa primeira
gestação são novidade, na segunda são rotinas mais calmas.
“Na
primeira gravidez, você passa nove meses ‘alisando a barriga’, lendo tudo sobre
a maternidade, cuidando da alimentação e do corpo; na segunda, suas prioridades
passam a ser tudo o que diz respeito ao primeiro filho”, complementa Erica
Gualda.
P8040045 Maternidade em dose dupla
Erica Gualda, e as filhas Gabriela e Rafaela
(foto acervo pessoal)

Mas nem
tudo são flores com a chegada do segundo filho: um grande desafio é a
organização do tempo, que fica ainda mais “apertado”. 

“Somos
eternas malabaristas! São necessidades, programas e demandas diferentes; você
tem que viver buscando esse equilíbrio, para que nenhum dos filhos se sinta
prejudicado” Erica Gualda.
“Eu estou
duplamente acompanhada. Esse é um bônus dos filhos. O ônus é o caos, por
exemplo, para sair de casa. São dois para dar banho, pentear, arrumar…E lá se
vão algumas horas”, conta Michele Abreu, em meio a risos.
Maria Fernanda destaca ainda a
importância da base familiar, em especial o companheirismo do pai das crianças.
“Um pai que não ‘ajuda’ simplesmente, mas
que assume efetivamente o papel de pai faz toda a diferença.
Os avós, os tios, um coletivo de pessoas repletas de amor –
com vínculos de sangue ou não – dispostas a segurar as pontas, a dar aquele
suporte quando necessário, é tudo de bom!”
            Em
meio a todas as alegrias e dificuldades que aparecem com a chegada de um
segundo filho, as mães se mostram felizes e confiantes com a escolha que
fizeram de encarar uma nova gravidez.
“Passei
muito tempo com a de ter um segundo filho, e agora posso afirmar: foi a melhor escolha!
Dá trabalho, cansa… mas é a melhor coisa do mundo”, aconselha Michele Abreu.


“Não
tenha dúvidas: seu coração é capaz de crescer de uma maneira que você nem
imagina!”, finaliza Erica Gualda.
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