Instituições
apóiam a criação do Dia Nacional de combate à doença

sifilis2Bfoto2Breprodu25C325A725C325A3o Precisamos falar sobre a Sífilis
Muitos países
ao redor do mundo enfrentam problemas de Saúde Pública, em especial com a
Sífilis. Está sendo realizada uma forte campanha para conseguir apoio para
o Projeto de Lei da Câmara nº 146 de 2015, que institui o Dia Nacional de
Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, a ser comemorado no terceiro sábado do
mês de outubro de cada ano.
mauroromero Precisamos falar sobre a Sífilis
Dr. Mauro Romero Leal Passos
“Nós
precisamos enfrentar o desafio: parar o avanço de casos de Sífilis no Brasil.
Para isso, temos que tornar este problema muito mais visível para toda a
sociedade” afirma Dr. Mauro Romero Leal Passos, chefe do Setor de DST da
UFF.
 O Setor de Doenças
Sexualmente Transmissíveis, MIP/CMB
 da Universidade Federal Fluminense, assim como a Sociedade Brasileira de
DST, a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, SGORJ e a
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, FEBRASGO são
algumas das instituições que apoiam esta mobilização.
O Senado
Federal colocou este projeto em consulta pública no portal e-cidadania.
Para votar, basta acessar: http://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=123403, e votar “a favor”.
O que é a Sífilis
Segundo dados
do Ministério da Saúde, a sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema
pallidum
. Podem se manifestar em três
estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases (sífilis recente
ou primária e secundária), período em que a doença é mais contagiosa. O
terceiro estágio (latente/tardia) pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a
falsa impressão de cura da doença.
Os primeiros
sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas
virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com
alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não
apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem
deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao
alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo
(inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.
Após algum
tempo, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode
ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações
graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos,
podendo, inclusive, levar à morte.
Todas as
pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis,
principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar abortamento,
má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta
do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto
(independentemente de exames anteriores).
O cuidado
também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como
cegueira, surdez e deficiência mental. Por isso, é importante fazer o teste
para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for positivo,
tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual, para evitar a transmissão
vertical (mãe-filho durante a gravidez).
Os números
são alarmantes no Brasil. Só no estado do Rio de Janeiro foram notificados em
2015 mais de 4.200 casos de sífilis em gestantes e mais de 2.900 casos de
sífilis congênita. Número mais assustador, vergonhoso refere-se a 60 casos de
óbitos por sífilis congênita no ano de 2015. Estes dados foram reportados
apenas pela rede pública (SUS). Pois, a rede privada, que também atende casos
de sífilis em grávidas não os notificam às autoridades de saúde pública, apesar
de ser doença de notificação compulsória.
Para
enfrentar esta epidemia, segundo o professor Mauro Romero, “o Ministério
da Saúde vai apresentar nesta semana a Agenda de Ações Estratégicas para Redução da Sífilis
Congênita no Brasil, que estabelece um rol de
prioridades, visando à qualificação da atenção à saúde, na prevenção, assistência, tratamento e vigilância da
sífilis”.