por Paulo Roberto Cecchetti

315668 284093184940553 933473930 n Uma cidade cultural completa 440 anos
Niterói quatrocentão mais quarentão! Sim leitor do CASA DA
GENTE, esta casa de cultura impressa que vai abrindo suas portas para divulgar
o que há de melhor em
nossa “Cidade Sorriso
”, como assim a chamava o saudoso poeta
Gomes Filho.
Foi aqui que vimos nascer correntes de movimentos musicais formadas por Ismael,
Ciro e Cauby, Silveirinha e Bola Sete, os irmãos Marília, Marly (saudades!) e
Luiz Medalha, Sérgio Mendes, MPB-4, Alex Malheiros, Cristina e Cássio
Tucunduva, Arthur Maia, Dalton, Luiz de Castro… entre outros!
Niterói, que na língua tupi significa “água escondida” (niteró – escondido,
oculto; i – água. Água escondida, água oculta. Antigo nome da Baía de
Guanabara. – verbete do livro Topônimos Tupis de Niterói, já em sua quarta
publicação – revisada e atualizada – Edição do Autor, esse mestre e imortal
Luís Antônio Pimentel (prestes a completar 102 anos de sabedoria e
simplicidade).
Niterói de desportistas, bailarinas, atores e atrizes, poetas, artistas
plásticos, cantores, músicos e compositores consagrados. Alguns deles? Gérson,
Leonardo, os irmãos Grael, Clínio Freitas, Márcia Haydée, Leila Diniz, Leopoldo
Fróes, Antônio Calado, Abelardo Zaluar, Milton Dacosta, Antônio Parreiras,
Celso Kelly, Sérgio Porto, Marco Lucchesi, Levi Carneiro, Isaac Bardavid,
Murílo Benício, André Marques, Cássia Linhares, Leopoldo Miguez, Sávio Soares
de Sousa, Lyad de Almeida, Gadé, Pedro Karp Vasquez, Nicete Bruno, Luiz
Peixoto, Lili Leitão, Calisto Cordeiro, Xavier Placer, Irineu Marinho, Condessa
Pereira Carneiro e tantos… tantos outros mais!
Niterói com recantos inesquecíveis: Igreja de São Lourenço, Sambaquis de
Itaipu, Ilha da Boa Viagem, Pedra da Itapuca, Museu Antônio Parreiras, Camboinhas,
Fortaleza de Santa Cruz, ícones do nosso patrimônio cultural enlaçados à
natureza. Vale um olhar revisitado.
Niterói da outrora VILA REAL da Praia Grande e Imperial Cidade, nomes
construídos no passado histórico ainda vivo em nossa memória. São
quatrocentos e quarenta anos da única cidade imperial, esta terra tupiniquim
tão acolhedora. Aqui recebemos a todos, visitantes e moradores, com os braços
abertos e um largo sorriso. 
Saudemos, pois, a cidade que tanto nos orgulha por sermos filhos desta Velha Senhora
chamada Niterói!
Paulo Roberto Cecchetti
é poeta, membro da ANL-Academia Niteroiense de Letras e idealizador do projeto
cultural “Escritores ao ar Livro”.

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