Educar as crianças a respeito do dinheiro é algo que envolve três valores essenciais: paciência, definição de prioridades e propósitos. Isso, aliás, é algo que deve fazer parte da rotina de qualquer pessoa, não apenas das mais novas, mas são justamente estas que tendem a ter melhores resultados com esse aprendizado. 

As crianças têm mais tempo a seu favor, o que permite usarem melhor os juros compostos aumentando as chances de retorno. Primeiro, é preciso que as crianças aprendam o que é o dinheiro. Entendendo que ele nada mais é do que um mecanismo de troca, fica mais fácil ensinar que existem formas de obtê-lo. Essa é uma noção básica que ajuda a gerar uma compreensão de que para ter o que quer a pessoa precisa oferecer algo. 

Uma maneira de simplificar esse aprendizado é trabalhando com o conhecido “cofrinho”. A ideia é que o acúmulo não se dê apenas para que a criança junte dinheiro, mas sim para que tenha como alcançar um objetivo. Por exemplo, para ter o brinquedo que deseja, a criança precisa aprender a ter disciplina e paciência, o que será importante no futuro, quando estiver investindo em uma estratégia de longo prazo. 

Nessa lógica, a criança tende a começar a compreender a dinâmica de algo que é fundamental na sociedade em que vivemos: o trabalho, afinal, é por meio dele que é possível alcançar os objetivos. Os pais podem ajudar, atrelando o trabalho a valores como o propósito. Crianças que crescem acreditando que o trabalho é somente uma maneira de ganhar dinheiro podem se tornar adultos frustrados por fazerem aquilo que não gostam, entretanto, se aprenderem desde cedo que o trabalho pode ser a venda do seu tempo para a resolução de determinada dor de outra pessoa, então elas podem crescer sabendo que é possível ganhar dinheiro exercendo atividades com as quais se identificam. 

O caminho começa com o diálogo e o entendimento, por parte dos próprios pais, a respeito de como o sistema financeiro funciona e que o tempo é aliado de quem se organiza no longo prazo. Assim que as crianças começarem a dar sinais de que já podem assimilar esse tipo informação, os pais podem introduzir conceitos como o de investimentos como a poupança. A partir dos 3 anos, as atividades lúdicas podem ser inseridas na rotina infantil. Jogos que sutilmente abordem o tema da poupança e da dinâmica por trás do dinheiro, são recomendados. Já a partir dos 10 anos, as crianças podem ter contas específicas com cartão de débito nos bancos. 

Vale a pena conferir as diferentes soluções que as instituições financeiras oferecem para quem tem menos de 18 anos. O mercado já se prepara para a nova geração de investidores por vir. Há corretoras, como a Genial Investimentos, que zerou as taxas de corretagem e de custódia para menores de 18 anos. Essa é uma oportunidade que torna ainda mais vantajoso o ingresso do investidor jovem nesse mercado. Pagando menos tributos, a rentabilidade dos ativos tende a ser maior, o que faz com que os resultados sejam mais interessantes.