A doação de sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas. Porém, durante a pandemia, houve redução de até 10% no número de doações no País, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Os postos de coleta de sangue e hemocentros precisam do reforço constante em seus estoques para que cirurgias e outros procedimentos que necessitam de sangue possam continuar sendo realizados nos hospitais.

Cena de uma pessoa fazendo doação de sangue
Foto por Nguyễn Hiệp em Unsplash

Em hospitais, por exemplo, o sangue é essencial. Cirurgias eletivas em geral utilizam pelo menos duas a três bolsas de sangue e, entre elas, uma única cirurgia cardíaca pode usar até dezoito bolsas. Por isso, é necessário que os hemocentros estejam sempre abastecidos, para que quem tem a necessidade de realizar uma cirurgia possa ser atendido quando precisa.

Uma única bolsa de sangue pode salvar até seis vidas e ajudar pessoas que precisam de transfusão em seus tratamentos de saúde. Conforme lembra o diretor médico do HSANP, Ulisses dos Santos a doação não afeta a saúde. “A quantidade não afeta o doador e o organismo rapidamente se recupera. Um adulto possui cinco litros de sangue e a doação é de até 450ml. Ser doador é um motivo de alegria, saber que está contribuindo para salvar outras vidas, isso não tem preço”, observou.

Nas emergências hospitalares, o sangue proveniente das transfusões também é utilizado nos mais diversos tipos de pacientes, quando é necessário, como em acidentes, por exemplo. Partos e urgências neonatais também podem necessitar de transfusões.

Quem pode doar sangue?

Pessoas entre 16 e 69 anos e que estejam pesando mais de 50kg

Quais as exigências para poder doar sangue?

Para doar, a pessoa deve comparecer a Hemocentro local ou posto de coleta, bem alimentada e descansada, munida de documento de identidade com foto. A doação de sangue demora apenas quinze minutos e o intervalo entre elas é de três meses para mulheres e dois meses para homens.
Além de:
– não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12h;
– não ter tido parto ou aborto há menos de 3 meses;
– não estar grávida ou amamentando;
– não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de 12 meses;
– não ter piercing em cavidade oral ou região genital;
– não ter feito endoscopia ou colonoscopia há menos de 6 meses;
– não ter tido febre, infecção bacteriana ou gripe há menos de 15 dias;
– não ter fator de risco ou histórico de doenças infecciosas, transmissíveis por transfusão (Hepatite após 11 anos, Hepatite B ou C, doença de Chagas, sífilis, HIV, HTLV I/II);
– não ter visitado área endêmica de malária há menos de 1 ano;
– não ter tido malária;
– não ter diabetes em uso de insulina ou epilepsia em tratamento;
– não ter feito uso de medicamentos anti-inflamatórios há menos de 3 dias (se a doação for de plaquetas).

“Quem é doador de sangue, precisa ir regularmente ao hemocentro ou posto de coleta mais próximo para renovar a doação. Cada vez que uma pessoa doa sangue, ela contribui para tornar mais saudável a vida de outras pessoas onde mora. E quem não pode doar, pode incentivar outras pessoas”, pontuou Ulisses dos Santos, diretor médico do HSANP.